Pesquisar nesse blog

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Crenças: Os quatro compromissos - última parte



O livro “Os Quatro Compromissos”, de Don Miguel Ruiz, fala que existem centenas de compromissos que você firmou consigo mesmo, com as outras pessoas, com seu sonho de vida, com Deus, com a sociedade, com seus pais, cônjuge e filhos. Contudo, os mais importantes são os que você fez consigo mesmo, dizendo quem você é, como se sente, no que acredita e como deve se comportar. O resultado é o que você chama de personalidade.

Nesses compromissos você diz: Eu sou... eu acredito... Posso fazer certas coisas e outras, não. Essa é a realidade, aquela é a fantasia. Isso é possível, aquilo é impossível. Um único compromisso não representa tanto problema, mas muitos deles nos fazem sofrer e fracassar. Se você quer viver uma vida de alegria e realização, precisa encontrar coragem para romper esses compromissos baseados no medo e reclamar seu poder pessoal. Os compromissos que vem do medo exigem um bocado de energia, mas aqueles que derivam do amor nos ajudam a conservar nossa energia e, ainda, proporcionam uma carga energética extra.

Cada um de nós nasce com uma determinada quantidade de poder pessoal, que pode ser reconstruída a cada dia após um descanso. Infelizmente desperdiçamos tudo - primeiro para criar esses compromissos, depois, para mantê-los. Nosso poder pessoal é dissipado por todas as obrigações criadas e o resultado disso é que nos sentimos vazios e frágeis. Temos poder suficiente para sobreviver a cada dia, mas a maior parte é usada para manter os compromissos que nos atrelam ao sonho do planeta. Como podemos transformar o sonho de nossa vida quando não temos força sequer para mudar o menor compromisso?

Se não gostamos do sonho de nossa vida, precisamos alterar os compromissos que nos regulam. Quando, finalmente, estivermos prontos para mudá-los, os quatro compromissos poderosos nos ajudarão a quebrar aqueles que vem do medo e drenam nossa energia. A cada vez que se rompe um acordo, o poder usado para criá-lo retorna ao seu dono. Se você adotar esses quatro novos compromissos, eles criarão poder pessoal suficiente para alterar todo o seu antigo sistema de obrigações.

Você precisa de muita força de vontade para adotar os Quatro Compromissos, mas se você começar a viver sua vida de acordo com eles, a transformação será impressionante. Você verá o inferno desaparecer e em vez de viver um sonho infernal, estará criando um novo sonho - seu sonho pessoal do céu.

Resumidamente:

PRIMEIRO COMPROMISSO:
Seja impecável com sua palavra, pois através da palavra torna-se possível a expressão do poder criativo. A palavra é um instrumento de magia, branca ou negra, uma faca de dois gumes que pode materializar o mais exuberante dos sonhos ou destruir uma nação. Dependendo de como é usada, ela pode gerar liberdade ou escravidão.

Ser impecável é não contrariar sua natureza, é assumir a responsabilidade por seus atos, pensamentos e sentimentos, sem julgamentos, culpas e sem pecados. Ser impecável com a própria palavra é empregar corretamente a sua energia, ou seja, não desperdiçar ou perder energia e poder pessoal. É usar a palavra na direção da verdade e do amor por você. Se você se comprometer a ser impecável com sua palavra, basta essa intenção para que a verdade se manifeste por seu intermédio e limpe todo o veneno emocional que existe em seu interior.

SEGUNDO COMPROMISSO:

Não leve nada para o lado pessoal, pois se você leva tudo para o pessoal é porque concorda com o que está sendo dito. Ao concordar, todo o veneno passa a fazer parte de você. O que causa seu próprio envenenamento é o que os toltecas chamam de importância pessoal, expressão máxima do egocentrismo. Nada do que os outros fazem é motivado por você, é por causa deles mesmos. Todas as pessoas vivem em seu próprio sonho, nevoeiro ou mente, inclusive você.

Se você aceita o lixo emocional do outro, ele passa a ser seu também. Se você se ofender, sua reação será defender suas crenças e criar mais conflitos. Então, se você fica brava com os outros, você está lidando consigo mesma. Os outros são apenas uma desculpa para você se irritar e fingir que não tem medo. Mas na verdade, sua braveza é uma expressão do seu medo. Sem medo não existe motivo para se irritar, brigar ou odiar. Sem medo, não há motivo para sentir ansiedade, ciúme ou inveja.

TERCEIRO COMPROMISSO:
Não tire conclusões pois temos a tendência a tirar conclusões a respeito de tudo. Interpretar tudo segundo nossa ótica, nossa mente, nossas crenças, é acreditarmos que elas são verdadeiras. Poderíamos jurar que são reais. Tiramos conclusões sobre o que os outros estão fazendo e pensando - levamos para o lado pessoal -, então os culpamos e reagimos enviando veneno emocional com nossa palavra. Por isso, fazemos presunções, estamos pedindo problemas.

Tiramos uma conclusão, entendemos de modo errado, levamos para o pessoal e acabamos criando um grande conflito interno, familiar, profissional, mundial, do nada. Como ficamos com medo de pedir esclarecimentos, tiramos conclusões e acreditamos estar certos sobre elas. Depois as defendemos e tentamos tornar a outra pessoa errada. Sempre é melhor fazer perguntas do que tirar conclusões, porque as conclusões nos predispõem ao sofrimento. Se não entendeu, pergunte: O que você quer me dizer realmente?

O grande mote na mente humana cria um bocado de caos, que faz com que interpretemos mal e tudo errado. Apenas enxergamos o que queremos enxergar e escutamos o que queremos escutar. Temos o hábito de sonhar sem base na realidade. Literalmente, enxergamos e escutamos coisas com nossa embaçada imaginação.

QUARTO COMPROMISSO:
Dê sempre o melhor de si. Na verdade, esse é o compromisso de colocar na prática os outros 3 compromissos. Você nasceu com o direito de ser feliz. Nasceu com o direito de amar, de aproveitar e compartilhar seu amor. Você está vivo, portanto, tome sua vida e a aproveite. Não resista à vida que está passando através de você, porque é Deus passando através de você. Apenas sua existência prova a existência de Deus. Sua existência prova a existência da vida e da energia.

Não precisamos saber ou provar coisa alguma. Simplesmente ser, assumir o risco e apreciar a vida é tudo o que importa. Você pode dizer "sim" e "não", porque você tem o direito de ser você, e só é assim quando dá o melhor de si. Quando não dá o melhor de si, está se negando o direito de ser você. Essa é uma semente que deve alimentar em sua mente. Você não precisa de grande sabedoria nem de grandes conceitos filosóficos, não precisa da aceitação dos outros.

Você expressa sua divindade estando vivo e amando a si e aos outros. Os primeiros três compromissos só vão funcionar se você fizer o melhor.

Não espere ser impecável com as suas palavras. Seus hábitos rotineiros são fortes e enraizados em sua mente. Mas você sempre pode fazer o melhor.

Não espere que nunca levará nada para o lado pessoal, mas faça o melhor e com a maior consciência possível.

Não espere que vá parar de tirar conclusões apressadas, que vá começar a perguntar com todo o direito que todos tem. Mas com certeza, todos dias, você pode fazer o seu melhor, tornando estes vírus que perpetuam a ilusão, que roubam as nossas energias através das emoções desequilibradas e inúteis.

Conte sempre, para a boa e efetiva prática destes quatro compromissos, com a melhor ótica para enxergar tudo o que acontece à sua volta - interno e externo - com a melhor ferramenta para desarmar vítimas e juízes: o riso, quando você perceber o quanto de mentira e maldade existe em algumas de suas palavras. O riso pode transformar os momentos em que você levar qualquer coisa para o pessoal. É muito engraçado quando percebemos nossas próprias armadilhas de aprisionamento.

Quando rimos, nos colocamos em um ponto de onde podemos nos ver sob uma ótica muito mais ampla, panorâmica, e assim perceber o quanto "O Eu livre que voa, pode rir do Eu aprisionado pelas ilusões, crenças e condicionamentos. Será ele, o riso, que te fará relaxar a cada momento, na coragem impecável e divertida para se libertar!...

Crenças: Fortaleça suas novas crenças - 9ª parte



Cada conclusão que tiramos sobre quem somos nós, o que é o mundo, o que podemos ou não podemos fazer, descansa sobre um único princípio: uma crença que revela o que é esperado de nós. E este princípio serve apenas a um mestre: ou ao medo ou ao amor.

Uma diretriz pessoal construida sobre as bases do amor é firme e forte. O amor não teme nada. Experimentamos o amor verdadeiro quando percebemos as coisas, as pessoas, o mundo sem fazer nenhum julgamento. É o medo quem julga e separa. Você pode construir consciente e deliberadamente um conjunto de crenças que tenha uma base sólida e que apoie o que deseja realizar na vida. Esta base sólida será a sua primeira diretiva pessoal. E para isto, é necessário abolir o medo de nova diretriz.

Talvez o caminho não seja tão claro a princípio, mas é fácil reconhecer o medo em nossas crenças. Os apegos emocionais: sentir-se responsável pelo bem estar dos outros, presumir, tentar controlar as situações ou pessoas, aceitar os outros somente se eles fizerem do jeito que você acha certo, viver preocupado e magoar-se com facilidade, são exemplos de um comportamento baseado no medo. E estes tipos de medo são fáceis de reconhecer porque sempre o farão sentir-se mal.

Enquanto você fortalece as suas novas crenças, sinta-as. Suas emoções são poderosas na consolidação das suas novas crenças em sua mente subconsciente. Diariamente dedique algum tempo para sentir as emoções que suas novas crenças despertam em você. Antes de dormir e logo ao despertar, são os melhores períodos do dia, mas só o faça quando for mais confortável para você. Também é de grande ajuda estar mais consciente das suas emoções durante o dia.

Quando sentir-se desconfortável com alguma situação, pergunte-se qual é a crença que está ativa neste momento e então escolha consciente e deliberadamente afirmar ou criar uma nova e positiva crença para aquela situação. Mergulhe neste novo estado de espírito.

Escreva suas novas crenças e as coloque em lugares bem visíveis em sua casa ou no trabalho. Por exemplo, coloque na porta da geladeira, no espelho do banheiro, ao lado do computador, no painel do seu carro, etc. Cada vez que olhar para suas novas crenças, leia-as em voz alta. Vai levar apenas alguns segundos e, no entanto, é uma técnica poderosa na implantação de novas crenças em sua mente subconsciente.

Ao criar uma nova diretriz pessoal para o seu sucesso com suas novas crenças, você estará entrando num território desconhecido fora dos padrões de pensamento da sua zona de conforto. Poderá sentir medo, ansiedade e resistência bem como sentirá novos níveis de energia e alegria ao pensar nas novas experiências que está criando.

Ouça seus medos. Ame e respeite todas as suas partes e afirme com gentileza seu desejo de mudança. Afirme o novo. Viva seu direito inato de ser livre de condicionamentos passados, seja quem deseja ser e viva a sua vida como sua alma o orienta. Veja o mundo com bons olhos. Tenha a curiosidade e a imaginação de uma criança. Surpreenda-se. Deseje o inesperado. Deseje ser surpreendido.

Nossa vontade de definir e interpretar tudo pode ser muito limitante. Não queira estar certo, evite categorizar tudo e todos em listas de certo e errado. Abandone a necessidade de manter intocável a sua opinião. Assista o desenrolar da vida à sua frente sem padronizá-la. Torne-se um observador da vida, consciente do seu poder de dar novas interpretações e significados a tudo que desejar, e como desejar. Permita que cada dia seja realmente novo. Procure pela divindade, pela beleza e pelo amor em tudo.

Quanto mais responsável for por sua vida, mais capaz será de melhorá-la. Responsabilidade é liberdade e poder. Torne-se consciente dos pensamentos, emoções, crenças e atitudes que estão criando o seu mundo. Seja responsável por eles e escolha aqueles que mais se adequam ao que deseja agora. Você é o criador da sua vida e esta é uma das mais poderosas crenças que mudam completamente a sua realidade atual. Esta crença lhe devolve seu poder pessoal e liberdade, e o liberta da culpa e do vitimismo.

Confie em si, em suas novas crenças e no seu poder criador. Confie no Universo e nas dádivas que ele quer lhe dar. Confie nas portas que se abrem e na benção daquelas que se fecham. Tudo está certo. Confie na perfeição da Vida. Abandone o controle em prol da inspiração. Permita que o fluxo do bem estar inspire suas ações. Confie e será levado com facilidade e graça, à realização das suas metas.

ultima parte - clique aqui

Crenças: Juiz ou vítima - 8ª parte



As mais altas vozes do medo são as do juiz e da vítima. Elas falam em nossas mentes e precisam sempre estarem certas, fazem fofocas dos outros, reclamam do passado e se preocupam com o futuro. Tudo isto são ecos das crenças que carregamos em nós. Ouça-as e não as julgue, apenas tome conhecimento delas pois elas irão revelar algumas crenças que você vem tentando mudar.

A voz do Juiz diz coisas assim: - "Você está errado, eles estão certos. Você devia se envergonhar disto. Você deveria ter feito de outro jeito." O Juiz é o crítico que argumenta com base em regras sobre o que é certo e errado. O Juiz é o perfeccionista, não importa o que você faça ou que alguém faça, nunca está bom, nunca merece um reconhecimento positivo.

O outro lado é a voz da Vítima. Ela recebe a crítica e concorda com as opiniões do Juiz. A vítima diz coisas assim: - "Não é minha culpa. Ninguém me ouve. Não é justo. Tudo eu. Não consigo acertar. Tudo que faço está errado." A vítima reclama, conta histórias tristes sobre si e não vive no agora. Está no passado onde acha que se tivesse feito a coisa certa tudo seria diferente hoje, ou está no futuro, onde acha que tudo será melhor quando tal coisa acontecer.

Muitas pessoas fazem apenas planos: - Quando eu me formar, vou trabalhar e serei feliz... Quando eu tiver um emprego, serei feliz... Quando eu me casar,então minha vida será feliz... Comece a observar, sem julgar, estas vozes em você. Conseguirá descobrir em que idéias e opiniões suas crenças limitantes estão baseadas. Observe as histórias que você conta sobre você. Parecem ser a fala da Vítima ou do Juiz?

Faça um dia de silêncio. Fale somente quando for estritamente essencial e diga apenas o necessário. Ouça muito e fale o mínimo possível. Será que todas as palavras que normalmente fala durante o dia são necessárias? Serão elas um gasto desnecessário de energia? O que aprendeu por escutar mais que dar palpites? Conseguiu perceber-se mais? Ouviu as vozes em sua cabeça querendo a todo custo externar seus palpites?

Quando fofoca, o que diz? Sua posição é a do Juiz ou a da Vítima? Quantas vezes pensa que tudo será melhor quando .... ou Tudo seria melhor se .... Você coleciona fatos e evidências para provar que está certo? Durante o dia, tenha atenção para perceber quantas vezes você precisa estar certo ou estar com a razão.

Hoje conte uma história para você e para os outros sobre alguma coisa de que é muito grato. Coloque sua alma e coração nisto, sinta e pratique a gratidão. No final do dia perceba qual o efeito disto em você. Ouça as vozes do Juiz e da Vítima em você. É verdade o que elas dizem? Tem certeza que é verdade?

9ª parte - clique aqui

Crenças: Afirmações positivas - 7ª parte



Toda crença é acompanhada por um conjunto de emoções que funcionam como uma assinatura daquela crença. Quanto mais forte a crença, mais carregada de emoções ela é. Faça afirmações que provoquem certas emoções positivas em você. Afirmações que não provocam nenhuma emoção também não provocam mudanças. Quando você pensa numa crença limitante, como por exemplo, a vida é dura, certamente irá sentir as emoções pesadas que acompanham esta crença e até seu nível de energia cai.

Talvez você não seja capaz de dar um nome ao que sente, mas sabe bem o impacto
que elas têm em seu estado mental, de humor e vitalidade. E estas emoções podem convencê-lo que esta é a sua única realidade. E não é, você pode criar outra realidade a qualquer momento. Para se livrar das emoções desagradáveis, permita-se sentir qualquer emoção. Somente o que resistimos, persiste. Se fomos criados capazes de sentir toda a gama de emoções, da mais agradável à mais desagradável, então elas têm algum propósito. O que negamos não vai embora e, inevitavelmente, atrai pessoas e situações iguais.

Emoções reprimidas
distorcem a realidade, esgotam a nossa energia e nublam os filtros com os quais criamos nosso mundo. Só sentindo suas emoções, no seu corpo, é que poderá escolher o que quer fazer com elas. Se não se permitir sentí-las, não poderá também conhecê-las e livrar-se daquelas que são desagradáveis. Não significa que você deva dar atenção, vazão ou ceder às suas emoções. Sentir onde estas emoções estão no corpo pode ajudar a conhecê-las e mudá-las.

Quando você diz "Sim" a alguma coisa, você inclui alguma coisa que gosta em sua vibração. Quando você diz "Não" para
alguma coisa, você exclui alguma coisa que não gosta em sua experiência. A todo tempo estamos incluindo e excluindo coisas de nossas vidas. Existem muitas técnicas para libertar-se das emoções limitantes.

A técnica mais conhecida é a EFT
(Emotional Freedom Techniques). O EFT opera através do balanceamento energético dos meridianos descobertos pelos chineses há milhares de anos e utilizados na acupuntura para eliminar sintomas psíquicos e psicossomáticos. Ampliando esse uso percebeu-se que, mesmo sem agulhas, se poderia ter o efeito desejado de alívio de sintomas. Através de sequências de toques que o próprio cliente aplica em alguns pontos por onde circulam os meridianos, as lembranças traumáticas são desarmadas de sua carga emocional, passando a ser sentidas como fatos da vida sem interferência negativa nas percepções de si, do presente e do futuro.

O EFT é uma técnica prática, eficiente e de fácil auto aplicação,
que você pode se aplicar em qualquer lugar. A compreensão e o perdão são outras ferramentas muito poderosas na transformação das suas emoções. Se você quer ser compreendido e perdoado, toda mudança começa por você. Compreenda e perdoe-se e depois também aos outros.

Cada vez que for recriminar-se por algum erro cometido, faça uma pausa e sinta compaixão e carinho por suas próprias
tentativas de acerto, bem como pelos erros dos demais. Compreenda que não existem erros nem faltas graves, existem apenas tentativas de acerto. Naquele momento era tudo que você ou a outra pessoa podia fazer para sentir-se melhor. E tudo que queremos é nos sentir bem, todas as nossas ações são movidas por este desejo. Nem sempre acertamos os meios, mas precisamos honrar nossas tentativas.

8ª parte - clique aqui

Crenças: Você e seus sonhos - 6ª parte




Qual é o seu maior sonho? O que o afasta de você? A lógica diz que você deve estar fazendo alguma coisa de errado para ainda não ter realizado o seu sonho. Mas talvez você não esteja fazendo nada de errado, pois somos os criadores absolutos de nossa realidade agora. Portanto, pergunte-se: O que estou criando agora é aquilo que eu quero realmente? Perceber como os filtros das suas crenças estão criando a sua experiência diária requer atenção ao que você acredita – não àquilo que gostaria de acreditar.

É fácil saber. Todas as opiniões que você tem e defende com unhas e dentes, são crenças. Suas reações são baseadas em crenças. E o mais revelador sobre o que você acredita é que todas aquelas pessoas que estão em seu círculo mais íntimo de convívio são personagens que, aparentemente, estão seguindo o seu roteiro de crenças. Você é o personagem central e as pessoas ao seu redor estão ajudando você a compor a sua vida tal qual ela é agora. Quando aparece alguém que não se encaixa no seu conjunto de crenças, você a descarta. E quando você começa a mudar as suas crenças também vão mudando os personagens do seu roteiro, isto é, outras pessoas entram em sua vida. O mundo não muda, é você que muda o seu mundo.

Não se foque no que o está impedindo de viver a vida que deseja. Escolha uma coisa em sua vida que está funcionando bem e outra que não está, e se pergunte: Em que eu acredito para que tal coisa esteja funcionando bem e em que eu acredito para que tal coisa esteja funcionando mal? Quais crenças - expansivas ou limitantes - estão dirigindo a minha vida? Quais são as pessoas em minha vida que refletem e confirmam as minhas crenças?

Lembre-se que você não precisa ter respostas absolutas - isto vai acontecer aos poucos. Não existem respostas certas nem erradas, e todas as suas reações, ceticismo, confusão, reconhecimento, descobertas, energia e tranquilidade são passos importantes deste processo.

7ª parte - clique aqui

Crenças: Criando novas crenças - 5ª parte




Quando você identifica suas crenças limitantes em qualquer área da sua vida, é natural que queira criar novas crenças que possam te levar a outros patamares. Se você descobriu uma crença que diz que você é inútil, que não tem habilidades, substitua por "sou útil ao funcionamento do Universo e estou adquirindo habilidades". É uma afirmação poderosa; sinta a força dela em você.

Se descobriu uma crença que diz que é difícil ganhar dinheiro, substitua-a por "o dinheiro vem fácil para mim". As afirmações devem ser positivas, jamais use "não sou inútil" ou "o dinheiro não é difícil de ganhar". Estas são afirmações que ativam suas crenças limitantes. Retire o "não", e use poucas palavras. As afirmações curtas surtem resultados melhores e mais rápidos.

Crie quatro afirmações, que podem ser sobre um mesmo assunto ou sobre áreas diferentes da sua vida. Durante uma semana, use uma afirmação à noite quando for dormir, como por exemplo, "sou essencial ao funcionamento do Universo". Comece a murmurar estas palavras e continue até adormecer. Na semana seguinte, use outra afirmação, como por exemplo, "o dinheiro vem fácil para mim". Adormeça murmurando esta simples frase. Seu subconsciente ficará impregnado com a afirmação e começará a atrair situações ou pessoas que irão facilitar a obtenção do que deseja.

Mas faça afirmações que digam respeito apenas a você. Se quer um amor: "o meu amor está chegando"; se quer uma casa, construa no seu pensamento e more mentalmente dentro dela. Algumas afirmações que podem ajudar a formular a suas novas crenças:

- Gosto e aprecio minha vida.
- Atraio milagres em minha vida.
- Sinto-me aceito e apreciado.
- Estou muito bem e com muita vitalidade.
- Estou pronta para a prosperidade.
- Tenho todo o dinheiro do mundo.
- O dinheiro chove sobre mim.
- Estou em segurança, aqui e agora.
- Estou sempre em paz.

Foque também nos aspectos positivos das pessoas, e descobrirá que está rodeada de pessoas maravilhosas. Esqueça os aspectos negativos, pense somente nos positivos. Muitas vezes só vemos o que queremos ver, ouvimos só o que queremos ouvir.

Uma breve história ilustra bem como exemplo: Uma mãe sempre reclamava com todos que o filho era insubordinado, que não aprendia na escola, e que ela não suportava mais o menino. Certa vez o pároco lhe disse: - Veja as qualidades positivas. Ela passou a perceber, elogiar e destacar as coisas boas que o filho fazia, passou a não mencionar os outros comportamentos. Aos poucos, ela percebeu que o filho tinha muitas qualidades boas e por sentir-se amado, ele superou as dificuldades de aprendizagem e de comportamento.

"Quando mudamos, as pessoas mudam, tudo muda para melhor".

6ª parte - clique aqui

Crenças: O mundo é um reflexo - 4ª parte



O seu mundo é um reflexo de si mesmo. A sua realidade é um reflexo das crenças que tem sobre si, sobre os outros e sobre o mundo. É um espelho que reflete as suas crenças, por isso a sua realidade pode ajudar a identificá-las. Diante de um problema, analise os desafios e limitações que está vivendo e pergunte-se: Em que acredito para que isto esteja acontecendo assim? Não pense, não censure nem analise, apenas veja o que surge em sua mente. Essa descoberta também ajuda a ser responsável por sua vida e só você tem o poder para mudá-la.

Suas emoções são resultados dos seus pensamentos e são ferramentas excelentes para investigar as suas crenças. Por exemplo, você quer aumentar seus rendimentos mas toda vez que pensa em dinheiro sente-se inseguro, frustrado ou com raiva. Explore estas emoções e identifique os pensamentos e crenças que estão por trás delas.

Perceba também
quais pensamentos desencadeiam emoções desagradáveis. O fato é que existem situações ou pontos sensíveis que revelam muito sobre você e suas crenças; são seus apegos emocionais, aqueles que quando tocados por alguém detonam emoções indesejadas. Se você ainda está com raiva ou magoado porque alguém disse ou fez tal coisa, ai tem um apego emocional, um ponto que desencadeia um curto circuito emocional. O que você critica ou julga nos outros também revelam suas crenças refletidas no mundo exterior. São os outros que nos proporcionam o autoconhecimento.

A vida pode ser fácil, sem lutas. Se está lutando na vida, existe alguma crença no difícil. Isto é, só tem valor se for difícil, se for conseguido com sacrifício, com muito suor, então sua vida será sempre difícil, a menos que comece a acreditar que a vida pode ser e é fácil. Muitos dos nossos medos estão relacionados com nossas crenças. Do que você mais tem medo? Por que? Com frequência nossos medos surgiram de experiências passadas e agora queremos evitá-los. E quanto mais quer evitar, mais acontece.

5ª parte - clique aqui

Crenças: Identificando suas crenças - 3ªparte



Para mudar suas crenças limitantes, você precisa identificá-las. Isto significa se observar, investigar sua mente e estar aberto para mudanças. Todos nós concordamos com algumas perspectivas e concluimos que alguma coisa é assim. Por exemplo, sem estudo não se vence, está difícil conseguir emprego, todos os homens são iguais, as mulheres precisam casar, o casamento é uma prisão etc. Chegamos a estas conclusões através de uma experiência dolorosa ou devido à nossa cultura, aos anos de estudo, ou simplesmente concordamos com nossos educadores.

Desenvolvemos um sistema
de crenças que representa o nosso mito pessoal. Nesta mitologia estão todas as regras de nosso comportamento. Por associação, deduzimos que tal pessoa é assim, que tal negócio não vai dar certo, que tal pessoa não gosta de nós. Dentro dos limites deste terreno tudo tem uma boa explicação para ser ou não ser, e até nossas expectativas estão limitadas por este terreno conhecido.

Real ou não, verdadeiro ou não, isto é tudo que você conhece e este é o seu mundo
único. Estes limites são invisíveis e raramente nos damos conta deles, ainda que eles funcionem como uma prisão. Você só se sente seguro dentro do seu perímetro, mesmo que esta segurança seja desconfortável. Onde mora, onde trabalha, com quem se relaciona, mesmo que odeie, está dentro destes limites que foram aceitos e construídos por você.

A vida tal
qual você experimenta hoje é a culminação de tudo aquilo que você concordou em acreditar. Existe um conceito simples, mas poderoso: você não tem nenhum controle sobre o que as pessoas fazem, porque elas estão em seus próprios terrenos conhecidos. E talvez nem tenha controle sobre o que acontece dentro do perímetro do seu terreno conhecido, a menos que decida rever e mudar em que acreditar sobre você e o mundo ao seu redor.

Você está
criando a vida em sua experiência a cada instante. Só você tem o poder de decidir em que acreditar. O que você fala de si mesmo? Quais são as histórias que você conta sobre você mesmo? Elas são realmente verdadeiras, ou você as aumenta ou diminui? O que você vive dizendo para si mesmo que quer, mas acha impossível? Você tem o hábito de presumir as coisas? Passe um dia percebendo quantas coisas você presume, deduz ou acha. O mundo está cheio de achismos...

4ª parte - clique aqui

Crenças: reinventando-se 2ª parte



Você pode mudar de emprego, de relacionamento, de casa, de cidade, mas se você não muda suas crenças, logo vai descobrir que se repetem os mesmos padrões e problemas antigos. Não adianta mudar o cenário se você que é o ator principal continuar a representar a mesma peça teatral; você sempre alcançará os mesmos resultados. Uma crença é só um pensamento contínuo, então, enquanto mantiver esse pensamento, você continuará vibrando e atraindo o que se relaciona com ele. E assim, você confirma sua crença repetidamente. Você atrai para si tudo o que acredita.

Quando você era apenas uma criança, você não podia avaliar as idéias por si mesmo, não tinha a habilidade para raciocinar ou questionar alguma coisa, você não tinha meios para saber se o que estava acreditando como verdade era bom ou não para você. Você era uma tela em branco sendo colorida pelas experiências vividas num meio adulto.

Quanto mais intensa a experiência, maior o impacto e mais poderosa é a crença e a programação criada. Mas se quiser crescer realmente como pessoa, mude as suas crenças. Conscientize-se que o seu mundo é diferente do mundo dos outros, porque os filtros são diferentes. Em outras palavras, nem você nem os outros podem garantir que estão vendo a verdade, porque todos estão interpretando a vida com base na própria programação pessoal.

Não vemos as coisas como realmente são, interpretamos segundo nossos julgamentos e opiniões, e achamos que são a única verdade. A mudança vem com a prática constante, até se tornar automática. Por exemplo, quando você tem as suas primeiras aulas de direção, tudo parece complicado. Depois de algumas aulas você já consegue coordenar a direção com os pés no acelerador, freio e embreagem.

E depois de mais um tempo de prática você dirige sem pensar, incorpora o conhecimento e simplesmente dirige sem precisar de toda aquela concentração que foi necessária no início. Você já consegue trocar a marcha, olhar pelo retrovisor e tudo acontece automaticamente enquanto ouve uma música ou pensa em outras coisas. E quando trocar de carro, precisará novamente focar sua atenção até mudar o condicionamento anterior.

Reflita, pondere, pergunte-se e aguarde a resposta surgir lentamente, revelando a você sobre suas crenças e terá a oportunidade de reconhecê-las em conversas com amigos, nos livros que lê, em filmes que assiste e nas opiniões que emite sobre as outras pessoas. Você encontrará muitos sinais em todo lugar. Seu trabalho será semelhante ao de um arqueólogo: buscar, cavar, juntar peças, compor, limpar com cuidado e tratar as descobertas com delicadeza e atenção aos mínimos detalhes.

Mudar, adequar ou instalar novas crenças depende unicamente da sua aplicação na prática. De início estará consumindo toda a sua atenção e quando menos esperar estarão incorporadas em você. Você não precisa ter respostas absolutas, não existem respostas certas nem erradas e todas as suas reações, ceticismo, confusão, reconhecimento, descobertas, energia e tranquilidade são passos importantes deste processo.

Na prática pergunte-se:
  • Qual é a verdadeira natureza de uma crença e como chegou a este conjunto de crenças que tanto afetam a sua vida?
  • Escreva 5 coisas que acredita sobre si mesmo e 5 coisas que acredita sobre o mundo ao seu redor.
As crenças verdadeiras são aquelas que você não tem dúvida alguma sobre a validade delas. São estas crenças que criam a sua realidade pessoal, uma visão de mundo única que, muitas vezes, o que acha ser verdade, é verdade somente para você. Concentre sua atenção nas mínimas coisas que você faz: tomar banho, escovar os dentes, penteiar os cabelos, beber água, andar de ônibus, sentar, levantar, andar, coloque-se inteiramente no que faz para realmente saber o que faz, quando faz, porque faz e como faz. E tenha atenção às suas sensações.

3ª parte - clique aqui


Crenças: você é o que acredita ser - 1ª. parte



Nossa vida é uma curta viagem e a morte, uma tese de dimensões infinitas. Sucede que estamos, na maioria das vezes, vivendo contra as nossas expectativas, relutando para fazer o que realmente queremos, adiando os nossos projetos de vida.

Muitas vezes não estamos vivendo como gostaríamos ou estamos vivendo a vida que nos permitem viver. Dada à brevidade da nossa vida, em qualquer hipótese, deveria ser pelo menos agradável. No entanto, a maioria das pessoas vem sofrendo e não se importa em mudar. É um sofrimento auto-imposto. Mas se você quer mudar sua vida, verifique suas crenças.

Grande parte da sua vida é baseada em seu sistema de crenças: particular e individual. Essas crenças não são religiosas; são aquelas palavras que incessamente lhe foram ditas desde que era apenas um bebê. Tudo o que você pensa, suas decisões, sua maneira de agir, como sente as coisas e interage com as pessoas, está ligado ao sistema de crenças que se torna o núcleo da personalidade.

O conjunto de crenças de nossa vida é desenvolvido lentamente, desde a mais tenra idade, quando apenas olhávamos à nossa volta e observávamos a vida acontecendo. Tudo o que diziam os nossos pais, tios, avós e a forma como se comportavam à nossa volta, era observado por nós e armazenado em nosso cérebro. As nossas conclusões de hoje são tiradas em relação àquela época.

Por volta dos sete anos de idade você já devia ter uma longa lista de conclusões de como deveria viver, com afirmações do tipo: Eu devo ser bem boazinha, assim as pessoas irão gostar mais de mim. Fique bem boazinha senão a mamãe não gosta de você. Você pensa que dinheiro cresce em árvore, não é fácil ganhar dinheiro. Menino egoísta, pensa que é tudo para você?

Assim crescemos mantendo as nossas crenças arraigadas ao nosso subconsciente, mesmo que essas crenças nos façam infelizes. Como achamos que não podemos mudar as nossas crenças, entendemos que podemos mudar as crenças dos outros. Queremos mudar os outros para adaptá-los a nós, daí expressamos coisas do tipo: Ele não me dá ouvidos. A vida seria melhor se minha esposa fosse mais carinhosa, se meu filho conversasse mais comigo, se meu marido gostasse de dançar, se minha esposa chegasse mais cedo em casa, se meu marido não fosse bebericar com os amigos...

À medida que essas expressões são usadas, nossas relações vão sendo desgastadas, nossa vida vai passando, vamos sofrendo e vivendo, muitas vezes como os outros querem que vivamos. É óbvio que a maioria de nossas crenças são positivas. No entanto, ainda que apenas 5% das crenças sejam negativas, elas tem o poder de destruir as crenças positivas. A única maneira de mudarmos nossas crenças no subconsciente é substituir as crenças negativas por novas crenças positivas. Você pode re-inventar a sua realidade de modo que ela reflita o que você quer ser, ter e fazer.

2ª parte - clique aqui

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nunca desista



Essa é para você que está pela vida tentando vencer, apesar dos fracassos. Saiba que existem milhares de pessoas que venceram apesar de todos obstáculos, superando até mesmo deficiências individuais, e não desistiram. Entre elas, algumas se destacaram mundialmente, e você pode ser uma delas.




Walt Disney foi demitido pelo editor do jornal em que trabalhava por “falta de idéias” e “incompetência criativa”. Ele também foi à falência diversas vezes antes de idealizar e construir a Disneylândia, que se tornou o maior parque de diversões do mundo.



Dezoito editoras menosprezaram e não aceitaram o pequeno livro de Richard Bach, “Fernão Capelo Gaivota”, até que a Editora MacMillan finalmente o publicou. Em apenas 5 anos, já havia vendido 7 milhões de cópias; e em mais 4 anos já havia ultrapassado 20 milhões de unidades em diversos idiomas, que se tornou sucesso em todo o mundo.



Albert Einstein não falava até os 4 anos e só aprendeu a ler após os 8 anos de idade. Seu professor o descreveu como
“mentalmente lerdo”, não sociável e dispersivo em seus sonhos idiotas. Einstein foi expulso da escola e teve sua admissão recusada. Einstein persistiu e devido à formulação da teoria da relatividade, tornou-se o maior cientista de todos os tempos e mundialmente famoso.



Ringo Stars quando era pequeno, passou por vários problemas de saúde, ficando internado por três anos em hospitais de Liverpool. Por essa razão, ele acabou ficando atrasado na escola e aos 15 anos mal sabia ler e escrever. Compôs várias músicas de sucesso e integrou a banda dos Beatles que também foi recusada por diversas gravadoras. Os Beatles se tornaram conhecidos mundialmente e a banda foi a de maior sucesso de todos os tempos.

O sucesso não vem por acaso;
ele é o resultado de trabalho, persistência e determinação...


Há quatro emoções básicas que podem acionar realizações, e quando permitimos que elas se acendam em nosso interior, mudamos e transformamos nossa vida.

O DESEJO é a força mais poderosa. Há somente duas razões pelas quais fazemos tudo na vida: ter prazer ou evitar a dor. É isso nos leva a agir. Existem muitas formas de despertar nossos desejos, porém não devemos temer que os nossos desejos possam nos levar a lugares inexplorados. Esse medo que sentimos de dar vazão aos nossos desejos é a forma que utilizamos para nos proteger de desapontamentos. Mas da mesma forma que nos protege de desapontamentos, também nos afasta das experiências enriquecedoras da vida, e que podem nos proporcionar alegrias e satisfação.

O DESGOSTO é a força que nos impulsiona. A maioria das pessoas associa o desgosto a algo ruim, no entanto o desgosto pode ser utilizado para uma ação positiva, mudando completamente a vida. Quando passamos por um profundo desgosto, significa que não há retorno, não gostamos mais daquilo: gostar é contrário ao desgostar. Não importa a origem, o desgosto está sempre misturado com outros sentimentos de ultraje, humilhação, medo, cansaço, saturação de uma determinada situação, que chega ao seu limite extremo. É quando damos um basta; não iremos tolerar mais aquela situação.

A DECISÃO é que faz a diferença. Existe uma coisa que afeta a todos, chama-se “zona de conforto”, que é uma acomodação a qualquer situação. Quando tomamos uma decisão temos de lidar com emoções conflitantes; temos de escolher uma direção entre muitas, exceto a direção em que nos encontramos. Decisões mudam nossas vidas e as emoções em conflito lutam para ter supremacia, cada uma com seu arsenal de razões. Qualquer que seja a razão para uma decisão, o mais perigoso é não decidir e esperar que a vida decida por você.

A DETERMINAÇÃO é que realiza. Nada no mundo pode resistir a um desejo que já decidiu tomar uma direção com determinação. Quem decide subir uma montanha não se intimida diante da sua altura; e mesmo que as condições do topo sejam adversas, com muito frio, muita neve, muito vento ou muito perigoso, é a busca de sua conquista que o faz realizar a escalada; é a determinação que fala mais alto. Não importa quanto tempo levará para chegar ao topo; importante é levar o tempo necessário e chegar lá.

A melhor definição de determinação foi dada por uma menina de nove anos de Nova York, quando ganhou o prêmio de melhor vendedora de biscoitos para uma campanha beneficente: “Determinação é prometer para você mesmo que nunca irá desistir”...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Exercite a tolerância





Você já parou para pensar por que os seres humanos andam com a tolerância no limite zero? As pessoas estão muito agressivas e não é difícil ver uns dando “patadas” nos outros, apenas por divergências de opinião. Mas, afinal, o que há de errado com o mundo? Qual será o motivo de tanta impaciência?

De acordo com o que diz a filosofia, tolerância é uma das tantas virtudes necessárias para elevar o ser humano à condição de civilidade. Ela faz parte do processo de desenvolvimento ético de indivíduos e grupos, cuja meta é levá-los a manter a disposição firme e constante para praticar o bem. Segundo o dicionário Aurélio, implica na capacidade que se tem de respeitar o direito que cada um tem de agir, pensar e sentir de maneira diferente.

Geralmente, ela é manifestada negativamente por aqueles que possuem opiniões pré-concebidas a respeito de tudo e todos, e tecem julgamentos de acordo com suas próprias crenças. Aí, tudo o que saia um pouco do que consideram normal é tratado com desprezo, crítica ou arrogância.

Com as expectativas e o nível de cobrança elevados, quaisquer hábitos, gestos ou formas de falar, passam a tirar a pessoa do sério e causar irritações. Em casos extremos, isso pode se tornar até mesmo um problema crônico, causar sérias restrições e conflitos nos relacionamentos, na vida social e profissional e fazer a pessoa apresentar problemas digestivos, rigidez e dores musculares.

Caso esteja vivenciando alguns destes sintomas, em qualquer nível que seja, que tal parar, observar com mais atenção suas emoções e trabalhar as questões ligadas à aceitação, à compaixão e à empatia? Essa capacidade de se colocar no lugar do outro já será um grande passo para aprender a lidar, não só com as suas próprias inquietações, fraquezas e dificuldades, mas também com as dos outros.

É bom lembrar que só somos capazes de identificar no outro aquilo que temos dentro de nós. Portanto, quando alguém nos desperta algum tipo de desconforto, é porque alguma coisa naquela pessoa entra em ressonância com algo interno nosso que precisa ser reconhecido e curado. Abrir o coração para reconhecer o lado positivo de cada pessoa ou situação, é possibilitar-nos uma grande oportunidade de autoconhecimento. Por mais difícil que isso possa parecer, sempre existe um lado bom em tudo na vida.

Reconhecer que ninguém é melhor ou pior que ninguém e que, na verdade, apenas caminhamos em tempos, ritmos, habilidades e escolhas diferentes, é o que, justamente, torna os relacionamentos humanos tão enriquecedores, construtivos e especiais. Quanto mais tomamos consciência das nossas próprias emoções e dificuldades, novas possibilidades de transformação surgem, melhorando não só a nossa qualidade de vida, mas, também, o nosso relacionamento com todos os que estão à nossa volta.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Coma morangos e seja feliz





Um sujeito estava caindo de um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore. Em cima do barranco, havia um urso imenso querendo devorá-lo. O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente. Embaixo, prontas para engoli-lo quando caísse, estavam muitas onças absolutamente famintas. Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando. Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças. As onças embaixo querendo comê-lo e o urso em cima querendo devorá-lo.

Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com escamas douradas refletindo o sol. Num esforço supremo, apoiou o seu corpo, sustentado pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango. Quando pôde olhá-lo melhor, ficou inebriado com a sua beleza. Então, levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento.

Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso. Talvez você pergunte: - “Mas, e o urso?” Dane-se o urso, coma o morango! - “E as onças?” Azar das onças. Coma o morango! Relaxe, e viva um dia de cada vez! Coma o morango! Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.

Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças querendo nos pegar pelos pés. Isso faz parte da vida e é importante que saibamos viver dentro desse cenário. Mas precisamos saber comer os morangos. A vida está acontecendo agora. Nesse exato momento deve haver um morango esperando por você. O melhor momento para ser feliz é agora. O futuro é uma ilusão que sempre será diferente do que imaginamos.

As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram a felicidade. Elas esquecem que a felicidade é construída todos os dias. Eu aqui, torço para que você descubra sua maneira de ser feliz, e que coma muitos morangos...

(Texto de Roberto Shinyashiki)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Seja o mágico de sua vida


Um dia, entendemos que mais cedo ou mais tarde temos de enfrentar os fantasmas guardados no armário. Dentro dessa realidade relembrei que Feliz Aniversário não pode ser apenas um slogan, mas sim um plano. Não apenas algo repetido automaticamente, mas algo a ser construído.
 
A vida é para ser aproveitada agora e, enquanto cuidamos do cotidiano, cabe-nos semear uma vida mais confortável para o futuro. A vida segue e o show da própria vida não pode parar. Show é produzir, trabalhar e criar, mesmo diante de obstáculos e dificuldades. Nesse sentido, me indaguei: como superar as pressões do cotidiano e aproveitar as alegrias da vida?

O Mágico de Oz: Sheila Walsh, em seu livro “Não sou a mulher maravilha mas Deus me fez maravilhosa”, o sexto capítulo trata de máscaras onde o Mágico de Oz é abordado. Para quem não se lembra, um tornado levantou a casa com Dorothy e Totó dentro e a girou no ar. Quando a casa finalmente bateu no chão, Dorothy abriu a porta, saiu e chegou ao multicolorido e visualmente espetacular País dos Munchkins.
 
Dorothy quer voltar ao Kansas e vai procurar o Mágico de Oz. Nessa aventura, faz amizade com o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde. Segundo a autora, o aspecto mais espetacular da obra é a amizade entre a menina e os tais personagens. Em suas palavras, através do compromisso deles para ajudar Dorothy a voltar ao Kansas, todos acabam mudando.
 
Eles imaginam que, se conseguirem chegar à Cidade Esmeralda e encontrar o Grande Oz, então ele vai poder dar o que precisam. Em vez disso é a viagem que os modifica.  O Espantalho descobre que tem um cérebro quando o usa para ajudar seus amigos. O Homem de Lata descobre que é todo coração. O velho Leão Covarde acha sua coragem. Cada um dos quatro personagens que viajam juntos pela Estrada das Pedras Amarelas é honesto e vulnerável um com o outro. Eles não escondem o que falta em sua vida. É a viagem que os modifica...  

Mente milionária: Ao ler o interessante "O segredo da Mente Milionária", achei perfeito o autor dizer que o mais admirável na pessoa milionária não é sua fortuna, mas o processo pessoal de evolução que torna a fortuna possível. Vencer na vida, curiosamente exige um processo de amadurecimento extraordinário, que se torna um desafio tão duro e tão recompensador quanto uma maratona para o corredor ou o primeiro milhão para um empreendedor.
 
Em todos os casos estamos diante de um processo de amadurecimento, lento, progressivo, trabalhoso, mas que é muito mais rápido, agradável e reconfortante do que permanecer sem a pretendida vitória e progresso pessoal.  Voltando ao Mágico de Oz, chegar à cidade Esmeralda era desafiante mas eles precisavam chegar até o Mágico.
 
 
 
 
O sucesso está em nós mesmos: Em sua realidade, a cidade Esmeralda pode ser o emprego que você espera, o concurso, o vestibular, a corrida, a empresa, a conquista da pessoa amada ou qualquer outra coisa que você vem tentando conquistar.  É aí que Dorothy e seus amigos tem muito a ensinar.
 
Dorothy pensava que o Mágico de Oz teria respostas e soluções, um tolo engano. Ao chegar lá eles descobrem que o Mágico era apenas um engodo. Ele não era intrinsecamente mal, mas revela que é um péssimo mágico. Ele não tinha as respostas, mas apesar de ser  uma lenda urbana, uma ilusão de ótica, todos conseguiram realizar seus desejos. Como?
 
Ao vencerem os desafios do caminho para chegarem à cidade Esmeralda, Dorothy e seus amigos foram vencendo suas próprias dificuldades pessoais. Ou seja, a resposta não estava no Mágico, mas neles mesmos. Assim como a resposta nunca esteve nem no País de Oz, ela nunca está fora de nós mesmos. O sucesso e a felicidade estão depositados na estrada e dentro de nós. 

Muitos esperam que o emprego, o diploma na faculdade, o primeiro milhão, a linha de chegada, um parceiro, um romance ou um casamento possa proporcionar o encontro com um mágico que solucionará tudo. Não é verdade. Não existe esse tipo de mágica. A mágica é a caminhada em si e não o que está nela.
 
Uma boa mágica: A capacidade de caminhar é que faz alguém resolver seus problemas ou ao menos administrá-los. Esse é o maior legado que o caminhante tem para continuar na estrada, mesmo depois de encontrar algum objetivo que tenha escolhido.  Quem acha que será feliz ao conseguir seu objetivo ou que terá todos os seus problemas resolvidos através de algo ou alguém, está procurando o Mágico.
 
Se alguém acha que ganhar dinheiro e ter bens materiais vai trazer paz e alegria, está apenas procurando o Mágico. Se alguém acha que um corpo perfeito garante o amor ou a alegria, está igualmente caçando o Mágico. O máximo que pode acontecer é que na caminhada aprenda que a mágica é a peregrinação. Como disse João Guimarães Rosa: "Vivendo se aprende; mas o que mais se aprende é só a fazer outras perguntas maiores".
 
Como fazer essa peregrinação? Bem, aprendamos com Dorothy e seus amigos. O primeiro passo do grupo de amigos foi deixar cair as máscaras. Dorothy confessou seu simples anseio por voltar para casa. O Leão revelou sua covardia. O Espantalho falou de sua limitação intelectual e o Homem de Lata contou sobre como se sentia pela  falta de um coração. Eles não permaneceram lamentando seu estado, mas começaram a caminhar.




Tirando as máscaras: Creio que para progredirmos em direção aos nossos sonhos, temos de reconhecer as nossas limitações. Tirar a armadura orgulhosa, a roupa de festa, arregaçar nossas mangas e mergulharmos no rio barrento do trabalho diário. Não acho que a superação pessoal seja um rio de águas cristalinas; é um rio onde você tem de pisar no fundo e fazer movimento.
 
O grande Mágico de Oz usava uma máscara. À primeira vista, a imagem do mágico projetada na tela diante de Dorothy é impressionante e irresistível, mas quando Totó puxa a cortina ela vê que ele é apenas um velho falando em um microfone. Não sejamos como ele; não nos escondamos atrás de uma cortina e de um bom facho de luz reversa. 
 
Você até pode imitar o mágico, entendendo que a falta de uma habilidade específica não te torna uma pessoa ruim. Mas não deve ser como Dorothy e seus amigos, pretendendo que outra pessoa venha a fazer uma mágica em sua vida trazendo todas as soluções para os seus problemas. E não culpe os outros por não ter soluções, o problema está em você.
 
Mágica ruim: Existem outros mágicos inábeis  que apresentam mil indicações ou conselhos. Ajudam, mas não resolvem o problema. Na gestão financeira  falsos mágicos nos mandam ir em busca do enriquecimento rápido,  de forma desonesta, o negócio "da China" que acaba em prejuízos. Outra mágica ruim é a fraude, que  se apresenta como uma solução fácil mas tem um custo x benefício que não compensa.
 
No mundo existe muita mágica ruim. Engodos. Feitiços que se voltam contra o feiticeiro. Falso mágico é o empréstimo tomado para conseguir cumprir o orçamento mensal, o cheque especial, o rotativo do cartão de crédito, um monte de cartões de lojas e as prestações pequeninas dos financiamentos longos e com juros altos etc.
 
Falsos mágicos são os anabolizantes e os comprimidos que oferecem felicidade instantânea e imediata, mas de pouca duração. No cuidado com o corpo, o risco é a busca de regimes miraculosos, os remédios perigosos para emagrecer ou para curar depressão e que não atinge as suas reais causas.
 
Na vida pessoal,  falsa mágica é querer ter amor dos outros sem ter boa autoestima ou querer ser amado pelo que você não é. Aqui vale citar um conceito alternativo de status: "comprar o que não precisa, com um dinheiro que não tem, para parecer quem realmente não é para agradar a quem não gosta de você é a mais tola das ilusões".
 



Boas lições de Oz:
Tirando as boas e más lições do mágico,  os amigos de Dorothy também nos reservam boas lições. O Leão pensava ser covarde, mas se assim fosse jamais teria chegado até a cidade Esmeralda. É preciso coragem para começar, para continuar ou para voltar depois de uma impensada desistência. Tem que ter muita coragem para assumir que não acredita em si mesmo e fazer algo para melhorar isso. Também é preciso coragem para abrir mão do lazer ou do descanso para ir para a faculdade, estudar depois de um dia de trabalho ou desistir de uma balada para ler um livro.

Também é preciso ter cérebro, exatamente o que faltava ao Espantalho. Sem se intimidar com sua falta de cérebro, ia caminhando, fazendo o que tinha de fazer, pensando, desconfiando de si mesmo exatamente por reconhecer que tinha muito para aprender. É preciso reconhecer que precisa estudar e se organizar. Para isso é preciso ser esperto, buscando todos os recursos: a internet, os livros, apostilas, professores e dicas de colegas mais experientes. Foi assim que surgiu um cérebro dentro do simpático Espantalho.
 

O Homem de Lata nos ensina que é preciso um coração. Ter coração é ter motivação, a capacidade de continuar caminhando com coragem e inteligência, mesmo quando ainda se está longe dos objetivos, mesmo diante dos revezes e mesmo diante das dúvidas que vez ou outra nos assaltam. O coração é o dínamo que catalisa e equilibra a coragem e a inteligência.

Talvez o que Dorothy possa ensinar é que chegar à cidade Esmeralda na verdade significa voltar para casa. É ter um porto seguro para continuar a grande jornada da vida. É ter o dinheiro suficiente para pagar as contas e alimentar os filhos, mas principalmente conquistar uma boa autoestima, servir de  exemplo e doar aos que nos são íntimos.
 
Enquanto caminhamos é preciso aprender a curtir a família e os amigos. Talvez o Totó, o cãozinho da família, seja esse alerta para que não esperemos a conquista para ter comunhão com quem nos é próximo. E assim como Dorothy, que possamos encontrar nos amigos um espaço onde possamos nos auxiliar mutuamente para enfrentar os obstáculos e sobressaltos do caminho.
 
 
 
 
 
Você é o mágico de sua vida: Desejo que você faça uma bem-sucedida caminhada em direção à sua cidade Esmeralda. Não procure lá o mágico; você é o mágico de sua vida.  Que você amadureça enquanto caminha. Assim como o Espantalho, que você encontre a inteligência. Como o Leão, que você não tenha medos e que enfrente a vida com coragem. Tal como o Homem de lata, que em você haja um coração irrigado pela alegria e motivação.
 
E nunca esqueça das bruxas: você mata a do Oeste e aparece a do Leste. Elas são o medo e a preguiça que nos perseguem. São os amigos que só querem saber de baladas e  nos causam distração. O livro de Provérbios, diz: "Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal.  Ande com sábios e serás sábio".
 
Uma dica mágica: lembre-se que lá no céu há um mágico dos bons. Enquanto caminha, confie que ele pode ajudar a chegar onde você deseja. Esse texto também teve a intenção de ajudar. E, se não consegui fazer você chegar mais perto da sua Cidade Esmeralda, peço que me desculpe. Não é que não tenha bondade, apenas não terei ainda conseguido fazer uma boa mágica. Mas continuarei tentando...

domingo, 17 de outubro de 2010

DELETAR OU DAR ENTER




Quem usa o computador sabe a enorme diferença
que existe em duas teclas importantissimas: Deletar ou dar Enter.
Se você "deleta", você apaga tudo. Se der "enter", você salva tudo, até as coisas ruins.

Muitas vezes passamos por situações em nossas vidas em que tendemos a perder o controle e nos deixamos arrastar pelo destempero emocional. Nestas horas é extremamente difícil pensar antes de fazer. São nestes momentos que falamos o que não devíamos, agimos sem controle, deixando-nos dominar por uma entidade que mora em nós, e que raramente tendemos a conhecê-la: é a nossa raiva, nossa ira, que às vezes acaba nos dominando, obrigando ou ameaçando. Mas na verdade somos nós, só nós mesmos que podemos contê-la.

Por vezes permitimos nos sentir humilhados e ultrajados e o resultado é o orgulho ferido, a raiva e a frustração que nos impele à insanidade. Pobre razão, que não tem força suficiente para conter a energia voraz da raiva, que por definição é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que jogamos para fora do jeito que der. E o pior que se ela não for imediatamente contida, pode se tornar uma mágoa, virar ódio ou até se transformar em violência física, o lado extremo da raiva.

Todo mundo já experimentou disso e sabe que a raiva é como tomar um veneno para matar outra pessoa. Contudo, existe também, o lado bom da raiva. Sim, existe! É quando ela nos faz agir em prol das nossas metas pessoais, nos faz agir para atingirmos o que queremos na vida. É a raiva do modo que nos leva a buscar ações positivas para mudar.

A raiva positiva nos faz sair do costumeiro conforto, para correr atrás do que queremos. E há um remédio para a raiva também: o perdão, que é o cessar do ressentimento (sentir novamente) e que se concede, não para libertar o outro, mas para dar liberdade a si mesmo. É se permitir a não ter ódio, pois o ódio te faz pensar no seu ofensor; enquanto o perdão te faz esquecer a ofensa e o ofensor.

Você pode sair desse infortunado ciclo. Se o outro quiser continuar lá, problema é dele. E tenha atenção: Se alguém te deixa com raiva, é porque você permite que o outro te controle e que determine como você deve se sentir. São nesses momentos que você tem que decidir: Deletar ou dar Enter!...



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Fora de moda




Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar de Amor. Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração, aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder. Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhece bem. Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas para doá-las, no sentimento nobre de amar.




Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar em Sinceridade. Sabe aquele negócio antigo de fidelidade, respeito mútuo e aquelas outras coisas que deixaram de ter valor. Aquela sensação que embriaga mais que a bebida, que é ter numa só pessoa, a soma de tudo que, às vezes, procuramos em muitas. A admiração pelas virtudes e a aceitação dos defeitos, mas, sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencer, mas que cada um tem o direito de possuir.




Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar em Amizade, daquela amizade sincera que deve existir entre duas pessoas que se querem bem. O apoio, o interesse, a solidariedade de um pelas coisas do outro, e vice-versa. A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender, para depois gostar.




Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar de Família, essa instituição que, ultimamente, vive à beira da falência, sofrendo contínuas e violentas agressões: pai, mãe, irmãos, filhos, casamento, lar. Família, aquele bem maior de ter uma comunidade unida pelos laços sanguíneos e protegidas pelas bênçãos divinas. Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias, realização da mais sublime missão humana de sequenciar a obra do Criador.




E depois eu iria, até quem sabe, falar sobre algo como a Felicidade. Mas é uma pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo, já esteja tão fora de moda e tenha dado seu lugar aos modismos da civilização. Ainda assim, eu desejo que todas as pessoas tenham em suas vidas essas questões tão fora de moda e que, sem dúvida, fazem uma grande diferença...




Related Posts with Thumbnails

Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

Seguidores

Minha lista de blogs

Postagens populares