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sábado, 22 de dezembro de 2012

O que significa o Natal?


Christmas significa Natal, que deriva do antigo Cristes Maesse ou Missa de Cristo realizada a cada ano pelos cristãos como celebração do nascimento de Jesus. A primeira celebração do Natal aconteceu em Roma no ano 336, quando a Igreja Católica definiu a data de 25 de dezembro na tentativa de encobrir uma festa pagã romana, que celebrava o Natalis Solis Invincti ou Aniversário do Invencível Deus do Sol e que acontecia no solstício do inverno.

Durante as cerimônias do Solstício de Inverno, as pessoas reuniam, cantavam e dançavam em volta de círculos de pedra. Das canções pagãs dessa cerimônia surgiram as canções de natal por sugestão de um bispo romano que incluiu o Hino dos Anjos que deveria ser cantada no natal. Com o passar do tempo foram sendo criadas diversas músicas folclóricas de natal.

Assim, originalmente a celebração do Natal era um ritual do cristianismo que envolvia apenas a missa. Com o passar do tempo foram sendo incluídas outras festividades e tradições, tal como a árvore, os enfeites, a ceia e o costume de trocar presentes, mas nem todas são tradições do cristianismo. 



Até a Idade Média, na Europa as pessoas cultuavam e homenageavam os espíritos das florestas, pois acreditavam que quando as folhas caiam no outono os espíritos abandonavam as árvores. Isso despertava o receio de que os espíritos não retornassem na  primavera seguinte e com as árvores mortas não haveria frutos. 

Para que espíritos regressassem às árvores, durante o inverno em dezembro as pessoas penduravam nas árvores pedras pintadas ou tecidos coloridos. A idéia era tentar tornar as árvores atraentes para que os espíritos regressassem e as habitassem de novo. E para encanto deles, na primavera as folhas despontavam novamente nas árvores.

Porém a tradição de enfeitar uma árvore dentro de casa vem de Martinho Lutero que nos anos de 1500 olhou para o céu e viu tantas estrelas nos bosques que pareciam enfeitar as árvores de pinheiro. Por isso resolveu levar um pinheirinho e enfeitá-lo com velas acesas reproduzindo em casa a noite de natal. 

Nos anos 1800, a tradição da árvore de Natal foi espalhada pela Alemanha, sendo levada para a Inglaterra e Estados Unidos. Em 1880 a rede de lojas Woolworths vendeu pela primeira vez enfeites para árvores de Natal que viraram moda. Com a invenção da lâmpada, a primeira árvore de Natal com luzinhas apareceu em 1882. 

O costume de colocar a guirlanda nas portas tem origem nos antigos rituais pagãos. As coroas de flores e folhas eram oferendas feitas em homenagem e boas vindas aos deuses. A Igreja Católica proibiu o uso de guirlandas alegando idolatria, mas as pessoas continuaram a preparar as corôas de flores tanto como enfeite quanto como oferendas nas celebrações esportivas como nos funerais.  


Desde os antigos tempos, o Solstício de Inverno era celebrado em diferentes culturas. Os rituais pagãos incluiam acender grandes fogueiras e dessas se pegava uma brasa que deveria permanecer queimando dentro de casa até tornar-se cinzas. O culto ao deus-sol possuía um caráter universal  e a cerimônia do fogo novo tinha o sentido de purificação e proteção contra os males corporais.

Com o advento do cristianismo essas práticas primitivas foram perdendo seu objetivo de cultuar o deus sol mas adquirindo um sentido cristão. Em diversas comunidades da Europa ainda se acendem fogueiras, uma tradição transmitida pelos agricultores que usavam tochas para chegar à igrejas na noite de natal. Se no passado a intenção era espantar as bruxas, hoje simboliza a queima das coisas negativas e marca uma renovação para o próximo ano novo. 



Na época do Natal era um costume dos cristãos dirigir-se a Jerusalém ou Terra Santa para celebrar o nascimento de Jesus. Muitas pessoas viajavam durante vários dias e as pessoas da comunidade da Terra Santa deixavam a porta aberta para que os peregrinos entrassem e comessem junto com a família, surgindo daí a confraternização de natal. Por ser uma época de inverno na Europa, além de muita comida eram servidos os tradicionais alimentos como as castanhas e nozes que eram abundantes nos bosques além das frutas secas. 

As festividades judaicas começam sempre no por do sol do dia e tem duração até o por do sol seguinte, com isso surgiu a tradição da Ceia de Natal à meia-noite. Mas o Peru de Natal tem origem nos Estados Unidos quando os índios serviam o peru para celebrar a primeira grande colheita. E assim surgiu o costume de consumir o peru em datas importantes. Ao longo do tempo, cada país criou sua tradição segundo seus costumes.

Um alimento tradicional da época de natal é o Panetone e várias lendas tentam explicar a sua origem. Criado pela primeira vez na Itália, contam que no ano 900 um padeiro de Milão chamado Tone criou um pão misturando essências, frutas secas e nozes. O pão fez sucesso passando a ser chamado de Panino di Tone ou Pão de Tone, sendo reduzido a Panettone. Em outra versão, Gian Galeazzo Visconti, um duque de Milão, teria criado esse pão diferente em 1395. 


A origem de Papai Noel é baseada na história de São Nicolau que viveu na Turquia até o ano 342. Segundo contam, em sua juventude Nicolau pertencia a uma rica família. Sensibilizado com as necessidades das pessoas pobres, Nicolau jogava sacos com moedas pelas chaminés das casas. Como no inverno as pessoas deixavam as meias secando junto da lareira, quando acordavam encontravam as meias cheias de dinheiro. São Nicolau ficou conhecido por sua generosidade e manteve-se a tradição de deixar as meias nas lareiras.

A cultuação a São Nicolau desapareceu de todos os países protestantes da Europa, exceto nos países nórdicos onde sua lenda persistiu como Sinterklaas ou São Nicolau. Os colonos levaram essa tradição para as colônias americanas onde passou a se chamar Santa Claus, persistindo sua fama de ser um homem muito bondoso que dava moedas aos pobres e unido à lenda popular de que dava presentes somente para as crianças boazinhas.

Em 1830 Santa Claus foi descrito num poema como um homem velhinho, gorducho e com faces rosadas com uma grande barba branca. Vestido de vermelho, ele conduzia um trenó puxado por renas que voavam pelos céus transformando sua presença como algo mágico, já que na noite de natal ele entrava pela chaminé da lareira e deixava presentes para as crianças.

Em 1866 a revista americana Harper's Weekly criou uma série de gravuras de Santa Claus que se espalhou pelo mundo. A partir dessas imagens surgiu o conceito da fábrica de brinquedos do Papai Noel e em 1931 Santa Claus começou a aparecer em campanhas publicitárias.  



O costume de enviar cartões de natal surgiu em 1843 quando o inglês Henry Colè encomendou numa gráfica alguns cartões impressos para felicitar seus amigos na época do natal, pois não teria tempo para escrever a cada um deles. Seus amigos gostaram da ideia e passaram a adotar o costume. Algum tempo depois surgiu a ideia de imprimir também gravuras coloridas nos cartões de natal, um costume que sobrevive até nossa época. 

Até os meados de 1866 ninguém tinha o hábito de trocar presentes de natal. Antes valia apenas uma demonstração de generosidade relembrando como eram recebidos os peregrinos que iam a Jerusalém. Isso se estendeu pelo mundo com a tradição de oferecer doces, frutas e nozes aos amigos. Com a criação da idéia de Papai Noel criou-se o costume de dar brinquedos para as crianças e presentes mais caros aos adultos, tornando-se para a maioria quase uma obrigação.



O Natal vem perdendo seu sentido, tendo se transformado no interesse de vender, comprar e preparar suntuosas ceias, algo que desvirtua seu sentido original, que é celebrar o nascimento de Jesus. Alguns ainda fazem a montagem do presépio, uma tradição que teve origem na Itália.

Segundo a tradição, visando desencorajar os peregrinos de aventurar-se numa viagem arriscada à Terra Santa, em dezembro de 1223 São Francisco de Assis criou em Greccio o 1º presépio da história numa gruta próxima à cidade. O povo preparou os círios para iluminar aquela noite e diante da manjedoura cantavam louvores pela celebração do nascimento de Jesus.

Recriando um cenário igual a Belém, ali foi celebrada a Santa Missa de Natal. Após o rito da Eucaristia, sobre a manjedoura uma visão admirável surgiu diante de todos: um menino despertou suavemente de seu sono profundo. E assim o Menino Jesus ressuscitou no coração de muitos que o tinham esquecido e a sua imagem ficou para sempre gravada em suas memórias. 

Desejo que o Menino Jesus renasça no coração de todos 
e que tenhamos um Feliz Natal!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Quando uma porta se fecha, Deus abre uma janela


Na conjuntura atual muitas são as pessoas que sucumbem, às vezes inconscientemente, à nefasta energia das crises. E, mesmo aquelas que não estão passando por problemas econômicos, deixam-se abater antecipando a chegada de uma futura crise em suas vidas. Antecipar-se ao futuro não ajuda a ninguém e quer queiramos ou não, do futuro não temos controle. É fato que queiramos fazer planos para o futuro, mas planos são planos e não poderemos realizá-los se não vivermos bem o dia de hoje.

Tendemos a fugir das crises, porém elas são oportunidades únicas que nos permitem usar de nossa criatividade a todo vapor. Geralmente quando estamos estabilizados nos sentimos confortáveis e raramente nos dispomos a sair do conforto para criar novas oportunidades. Porém quando a crise nos surpreende, somos obrigados a nos arriscar e superar os nossos medos e inseguranças para abraçar o novo e desconhecido. E aí o fracasso se torna uma benção.

Muitas pessoas realizaram seus sonhos diante de uma crise criando uma nova história de vida, isso porque se viram numa situação que já não tinham nada a perder se tentassem. Diz o ditado: "quando uma porta se fecha, Deus abre uma janela". E isso é verdade, pois a todo momento temos infinitas possibilidades e que podem ser até melhores.

A questão principal é a atitude: se ficamos desanimados e nos entregamos à derrota jamais conseguiremos nos reerguer. Mas se vermos nossos fracassos e perdas como uma oportunidade, podemos mudar de atitude e assim transformar a nossa vida. Muitas vezes lamentamos não pelas perdas em si, mas pelo nosso passado, pelos obstáculos que tivemos de transpor e pela história de nossas conquistas que vemos ir embora junto com as perdas. 

O fracasso é amargo e cruel, mas também nos dá a chance de saborear novas conquistas usando nossa experiência e sabedoria. Só perde algo quem algum dia já conquistou e, com a experiência que já adquirimos, é possível conquistar tudo novamente. Tudo começa em etapas e o primeiro passo é mudar o que estiver ao nosso alcance imediato, embora mantendo as nossas expectativas de realizar os nossos grandes sonhos.

É preciso planejar e dar o primeiro passo, indo atrás do que e de quem pode nos ajudar. O que vier depois não será mera consequência, mas o fruto do nosso esforço. Esforçar é preciso, mas também precisamos vigiar os pensamentos, esquecendo a culpa, a raiva, o remorso e os ressentimentos. Permita-se voar livre dentro da esperança, sonhe e apaixone-se por sua meta de vida. Nada consegue deter o coração de um apaixonado. E agradeça a Deus, pela liberdade de poder ir atrás do melhor para sua vida...


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Tudo depende de um ponto de vista



Que país existe entre a América do Sul e a África? Depende: se você olhar para a África através do Oceano Atlântico não verá mais que algumas pequenas ilhas, porém se olhar através do Oceano Pacífico vai encontrar a Austrália no meio do caminho. Tudo depende do seu ponto de vista, ou seja, do ponto onde você está.

Da mesma forma são as nossas ideias e opiniões. A partir de nós olhamos as coisas sob uma perspectiva, porém os outros podem não ver as coisas do mesmo modo. É aí que iniciam as grandes discussões sem fim; cada um quer defender seu ponto de vista como sendo verdadeiro. Mas podemos desenvolver uma capacidade que nos permite entender a visão dos outros; ela se chama "Empatia".

O processo empático é uma resposta afetiva apropriada a cada situação e consiste em colocar-nos no lugar do outro para perceber as coisas como ele percebe; até certo ponto é identificar-se com o outro. Muitos conflitos poderiam ser evitados se utilizássemos a empatia nas nossas relações com os outros, mas para isso há de se ter disponibilidade interna, uma condição que exige verdadeira vontade de entendimento.      

Demonstrar empatia significa estar presente, envolver-se, interagir, sabendo distinguir o que é aceitável e o que inadmissível. Ser empático não significa concordar mansamente com os outros e nem submeter-se, mas aceitar que existem outras ideias e pontos de vista. Significa abrir-nos para compreender outras pessoas e estarmos dispostos a melhorar a nossa comunicação, até mesmo para discordar.  

Olhando as coisas sob diferentes perspectivas temos muito a aprender, ampliamos os nossos horizontes e podemos até mesmo melhorar as nossas próprias ideias; isso se chama agregação ou reunião de partes homogêneas formando um todo, mesmo sendo necessário descartar algumas partes. Muitas conclusões são melhoradas com essa disposição de chegar a um consenso.

Com empatia demonstramos consideração aos outros e despertamos a sensação de que suas emoções, opiniões e ideias são relevantes. Para criar boas relações basta sabermos ouvir efetivamente, mostrando interesse e explorando mais a opinião do outro. Cada pessoa vê o mundo de uma forma diferente e a empatia é essencial para formarmos e mantermos laços afetivos e sociais baseados no respeito, confiança e cordialidade. 


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Curta seus anos dourados


É um privilégio viver uma longa vida, só se torna velho quem perdeu a jovialidade. A idade causa a degeneração das células, porém envelhece mais quem degenera o espírito. A idade não impede de aprender, mas torna-se velho quem não tem nada ensinar. A idade não impede de fazer planos; velho é quem tem apenas saudades.

Em qualquer idade pode-se exercitar, torna-se velho quem somente descansa. A idade não impede sonhar; torna-se velho quem apenas dorme. Não tem idade quem considera cada dia o primeiro de sua jornada e tem seu calendário repleto de amanhãs. 

Mas para quem envelheceu, todos os dias parecem os últimos de sua jornada; seu calendário está repleto de ontens. Tem vida longa quem valoriza seus dourados anos; já morreu quem valoriza seus dias cinzentos...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sempre ao seu lado


"Sempre ao seu lado" é um filme muito comovente 
sobre a lealdade e os laços invencíveis e raros, que ocasionalmente formam 
quase que instantaneamente nos lugares mais improváveis. 


A história do filme é sobre um filhote de Akita que tinha sido enviado 
de trem para uma estação onde sua jaula abre e ele fica perdido. 
Um professor encontra o cão e tenta devolvê-lo. Sem conseguir, o leva para casa. 
Sua mulher insiste em não manter o filhote em sua casa, mas finalmente concorda. 
 


O cão Hachiko foi crescendo e, por muitos anos,
todas as manhãs acompanhava o professor até a estação. 
Todas às tardes exatamente às 5 horas 
Hachiko voltava até a estação para esperá-lo chegar do trabalho.  
  

Certo dia o professor embarcou no trem mas não voltou no mesmo horário. 
O professor faleceu devido a um ataque cardíaco, mas mesmo assim o cão Hachiko 
continuou indo todos os dias na estação para esperá-lo. 



Durante 9 anos Hachiko esperou dia e noite pelo seu dono, 
até que numa noite muito fria de inverno, Hachi fechou os olhos pela última vez...

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Quando vemos um filme assim podemos refletir: 
Os encontros nunca acontecem por acaso.
Verdadeiras amizades não somem com o tempo.
Verdadeiros amigos nunca são esquecidos.
E o mais importante: 
Muitos animais tem mais sentimentos do que alguns humanos...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Segredo de Bresa


Na Babilônia vivia um modesto alfaiate chamado Enedim. Homem inteligente e trabalhador, ele tinha boas qualidades e por isso despertava muita simpatia na região onde morava. Enedim passava o dia inteiro cortando e consertando roupas de muitos fregueses. Embora fosse pobre, tinha esperança de se tornar rico, ter um palácio e grandes tesouros. Porém Enedim pensava: como se tornaria rico passando e repassando agulha em roupas?

Enedim já tinha ouvido falar de grandes tesouros escondidos na terra ou no fundo dos mares. Mercadores estrangeiros falavam de cavernas cheias de tesouros, grutas de diamantes e baús cheios de pérolas. Por isso, ele sonhava divagando com essas longinquas riquezas.

Certo dia chegou à cidade um mercador da Fenícia com tapetes, caixas de ébano, bolas de vidro e uma infinidade de objetos extravagantes que os babilônios apreciavam. Por curiosidade, Enedim examinou as bugingangas e descobriu um livro de mil folhas, com caracteres estranhos. Enendim se interessou pelo livro escrito em vários outros idiomas pensando tratar-se da indicação de tesouros.

Logo Enedim passou a examinar o livro adquirido e ao decifrar a primeira página, a legenda dizia:  "O segredo do tesouro de Bresa". Enedim se entusiasmou com o livro que parecia indicar um fabuloso tesouro. Ao continuar decifrando o misterioso livro estava escrito: O tesouro de Bresa foi enterrado pelo gênio Bresa entre as montanhas do Harbatol. Ali foi esquecido e ainda está esperando que um homem esforçado venha a encontrá-lo.

Enedim ficou intrigado: que montanhas seriam essas? Esforçando-se para decifrar as páginas do livro, Enedim foi obrigado a estudar os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o complicado idioma dos judeus. Ao final de três anos, Enedim deixou a antiga profissão de alfaiate e passou a ser o intérprete do rei, pois na cidade não havia quem soubesse tantos idiomas estrangeiros. Enedim era respeitado, tinha um cargo bem pago, uma grande casa, mas ele queria mais.

Continuando a ler o livro encantado, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras, por isso foi obrigado a estudar Matemática tornando-se grande conhecedor das complicadas transformações aritméticas. Graças a esses novos conhecimentos, Enedim podia calcular, desenhar e construiu uma grande ponte sobre o Eufrates. Esse trabalho agradou tanto ao rei que o monarca resolveu nomear Enedim para exercer o cargo de prefeito. 

Ainda assim Enedim se empenhou em decifrar o resto do livro, tendo sido obrigado a estudar profundamente alguns princípios antigos da Babilônia e do povo caldeu. Com esses novos conhecimentos Enedim conseguiu ser nomeado como primeiro-ministro. Agora ele vivia um suntuoso palácio perto do jardim real, tinha muitos escravos e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.

Graças ao trabalho e ao grande saber de Enedim, o reino progrediu rapidamente e a cidade ficou repleta de estrangeiros. Ergueram-se grandes palácios e foram construídas várias estradas ligando a Babilônia às cidades vizinhas. Enedim se tornou o homem mais notável do seu tempo; ganhava diariamente mais de mil moedas de ouro e tinha em seu palácio mármores, pedrarias e caixas de bronze cheias de jóias riquíssimas. 

Mas Enedim ainda não tinha conseguido descobrir o "Segredo de Bresa", embora tenha lido e relido todas as páginas do livro. Certo dia Enedim procurou um sábio e se referiu à incógnita que o atormentava. Acostumado a decifrar os enigmas da vida, o sábio lhe disse: - "O tesouro de Bresa já está em vosso poder, meu senhor. Graças ao misterioso livro, adquiristes um grande saber. Esse saber proporcionou-lhe os invejáveis bens que hoje tens. Bresa significa "saber". Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros maiores do que os que se ocultam no seio da terra."

O sacerdote tinha razão. O valiosíssimo tesouro do gênio Bresa está disponível para qualquer pessoa que esteja disposta a esforçar e adquirir conhecimento. A riqueza prodigiosa não está enterrada em cavernas e nem nas profundezas dos mares. Os mais valiosos tesouros estão nos livros que, proporcionando saber aos homens, lhes concede mais do que as maravilhas de mil tesouros encantados. De que adiantaria ter um tesouro sem nada saber? O conhecimento é moeda de ouro que em toda parte tem grande valor...



 

domingo, 28 de outubro de 2012

Vire a página


Sempre é preciso encerrar ciclos para dar início a uma nova etapa de vida. Se permanecemos nos ciclos mais do que necessário, estaremos perdendo a oportunidade de vivenciar novas etapas que deveriam fazer parte do nosso crescimento. Há um tempo em que é preciso abandonar os velhos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.

É necessário saber quando devemos fechar uma porta para abrir outras que nos levarão a novos rumos. Viver do passado, dos momentos de vida que já terminaram buscando entender as razões que nos levaram até onde chegamos, é insistir remoendo coisas que já viraram pó. Além de ser um desgaste desnecessário, estaremos parados no tempo enquanto os outros estão seguindo adiante virando as páginas de suas vidas.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no passado e no presente. O que passou não voltará. Não podemos ser eternas crianças, adolescentes tardios insistindo em culpar os nossos pais e outras pessoas pelos nossos erros. Temos de amadurecer e escrever um novo capítulo de vida. O que é do passado, deixemos no passado. Por mais doloroso que seja, é preciso destruir recordações e coisas que nos prendem ao passado. Recicle, venda, doe. Deixe ir embora o que lhe prende a um tempo que se foi e nunca retornará. 

Da mesma forma, desligue-se das imagens emocionais que lhe prendem ao sofrimento. Cada vez que remexemos em nossos ressentimentos estamos aos poucos nos envenenando. Pare de reclamar da vida e faça algo para mudar, mova-se, saia do canto. Só ficam parados os fracos; os fortes vão à luta. Não espere que a vida lhe restitua algo, não adie propostas e decisões para um tempo melhor. Comece desde já um novo capítulo no seu Livro da Vida, mas antes termine o antigo capítulo e vire a página...


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Gosto de gente...


Gosto de gente com a cabeça no lugar, de conteúdo interno, idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade. Gosto de gente que ri, chora, se emociona com um simples e-mail, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

Gente que ama e curte saudade, gosta de amigos, cultiva flores e ama os animais. Admira paisagens, poeira e chuva. Gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si, emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!

Gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis por mais desgastantes que sejam. Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.

Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos e com muito amor dentro de si. Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentoras suas lágrimas e sofrimentos. Gosto muito de gente assim e desconfio que é deste tipo de gente que Deus gosta também!

Autor: Arthur da Távola

domingo, 7 de outubro de 2012

Resgatando nossa Criança Interior


A criança é livre, não tem medo de errar. 
Arrisca-se, cai mas se levanta quantas vezes forem necessárias. 
Não se preocupa com o tempo e nem com a opinião alheia. 
Aproveita tudo que a vida tem para oferecer em cada momento. 
Experimenta o que deseja, ri com espontaneidade,
saboreia cada momento intensamente 
sem medo de que um dia tudo possa acabar...

Em todos nós vive uma Criança Interior, o verdadeiro Eu, a nossa essência natural que guarda memórias do que fomos e sentimos em nossa infância. Desde os grandes acontecimentos até pequenos eventos do dia-a-dia dos quais nem mais nos lembramos, permanecem gravados em nossa mente sob a forma de emoções.  
 
Frequentemente os desequilibrios que sentimos na vida adulta, nossas reações, medos irracionais e insegurança perante certas situações, são consequências dos traumas de nossa infância que continuam alojados em nós. Embora possamos pensar que nossa infância foi um tempo de nossa vida que já se passou, na verdade muitas de nossas dificuldades de hoje são reflexos da nossa Criança Interior.
 
Crescemos e eventualmente esquecemos ou tentamos esquecer a criança que fomos um dia. Pensamos que agora adultos, já sabemos o que queremos para ser feliz. Podemos até acreditar que somos livres para comandar nossa vida, no entanto, dentro de nós podem haver questões muito profundas para serem resolvidas. E mesmo que queiramos fingir que tudo está sob controle, essas emoções sempre estarão guardadas em nós.
 
As conclusões negativas que tivemos na infância continuam a nos acompanhar e a lista é enorme: ninguém me ama, não mereço ser amado, não mereço as coisas boas, estou só no mundo, ninguém me entende, ninguém me ouve, o mundo é um lugar perigoso, não posso confiar nas pessoas, amar é doloroso, quem eu amo vai me deixar, não sou bom o suficiente, sou mal, sou sujo, sou inútil, sou nada... Todas essas conclusões surgiram a partir de fatos ocorridos em nossa infância.

Muitos adultos dizem: Sinto um vazio dentro de mim mas não sei porque... Me sinto sozinho... tenho um medo que não sei explicar... Me sinto preso e não consigo me soltar... Na verdade a pessoa está dizendo sobre o estado real de sua Criança Interior que precisa ser resgatada. Para resgatar nossa Criança Interior basta ouvirmos o que ela tem a nos dizer, sem julgamentos.

Quando resgatamos a nossa Criança Interior trazendo à memória acontecimentos e vivências dolorosas, usando de nossa maturidade podemos explicar à nossa Criança Interior o que ela não compreendeu e interiorizou, dando-lhe a nossa compreensão, carinho, segurança, incentivo etc.

Embora tenhamos nossas responsabilidades, algumas vezes precisamos dar vazão à nossa criança interior. É reservando um tempo para fazer o que realmente gostamos, cantar e dançar sem se preocupar com julgamentos, balançar numa rede, saborear algo que gostamos muito, curtir momentos sem compromissos ou simplesmente não fazer nada.

Resgatar a nossa Criança Interior significa explorar os padrões de pensamentos negativos inconscientes que interferem hoje em nossas atitudes diante da vida e do mundo. Curando-nos, estaremos alinhando mente e emoções dando-nos maior capacidade de realizar os nossos projetos, desfrutando mais do nosso trabalho e dos nossos momentos de lazer.

É a nossa Criança Interior que cria em nós a paixão pelo que fazemos e nos dá idéias criativas enquanto utilizamos o nosso discernimento para implementar nossas ideias no mundo utilizando as nossas habilidades. E quando nos encontramos com a nossa verdadeira essência, clareamos o nosso interior. Descobrimos que merecemos amor, adquirimos sabedoria e autoestima.

E assim transmitimos amor à nossa volta tornando-nos mais dignos e pacíficos. Já não reagimos infantilmente entrando em depressão diante das frustrações e nem quebramos tudo ou batemos nos outros quando estamos com raiva. Passamos a não nos importar com as críticas, mas utilizamos como um feedback para melhorar nossas competências. Assumimos o compromisso de agir de forma a criar o melhor para nós, para o nosso ambiente e para o mundo.
 
Quando libertamos e curamos a nossa Criança Interior encontramos respostas para as nossas insatisfações. Descobrimos o que nos traz alegria, nos tornamos mais criativos e energizados. Passamos a não depender do mundo exterior e dos outros para sermos felizes. Com isso nos propomos a mudar e não deixamos que os pensamentos negativos nos impeçam de realizar os nossos sonhos. Com essa nova força, nada e ninguém será capaz de nos deter...


 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sindrome de Gabriela


Síndrome de Gabriela é um termo relativamente novo para um problema tão antigo quanto a humanidade. Denominada a partir da trilha sonora da novela Gabriela, baseada no romance de Jorge Amado, assim diz o refrão: “eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim...”

Este é um estado doentio das pessoas que não acreditam que possam alterar seu jeito de ser, de viver de um modo diferente e mudar o curso de suas vidas. Quem sofre dessa síndrome acredita, mesmo que inconscientemente, no destino fatalista e assim vive em aflição tentando resistir às mudanças.

Antes de afirmarmos que não conseguimos mudar, olhemos ao nosso redor e vamos encontrar muitos personagens da história e até exemplos citados na Bíblia que conseguiram alterar o curso de suas vidas através do esforço de mudar a si mesmas. Podemos concluir que pode ser difícil, mas não é impossível lapidar a si mesmo.  

Pela vida encontramos inúmeras pessoas com a Síndrome da Gabriela, seja na área profissional, familiar ou nas amizades. São aquelas pessoas que apesar de seus conhecimentos técnicos ou científicos acreditam que as coisas só podem ser feitas de um mesmo jeito. Elas se recusam a aceitar novos modos e não admitem experimentar novos caminhos, em consequência, continuam colhendo sempre os mesmos fracassos.

As frases prediletas dessas pessoas são: "sinto muito mas sou assim...", "eu prefiro fazer do meu jeito", "sempre fizemos dessa maneira e vamos continuar...". Além de ficarem estacionadas no tempo, elas acreditam que estão certas e nem percebem que prejudicam a si mesmas e aos outros também. Seja por medo errar, de não dar certo ou pelas críticas, essas pessoas tem a pretensão de perpetuar formas arcaicas, ineficientes e ineficazes de ser, gerir um negócio ou a própria vida.

Recusando a absorver novos conceitos, que naturalmente evoluem com o mundo e com a sociedade, essas pessoas não percebem que estão deixando passar ótimas oportunidades de descobrimento e desenvolvimento de outras possibilidades. Realmente o processo de mudança não é fácil, pois exige esforço, trabalho, planejamento, remanejamento e força de vontade. 

O mundo está em constante mudança sendo preciso ser ágil, rápido, dinâmico e assertivo. Quer aceitem ou não, algum dia essas serão obrigadas a mudar, talvez depois de muitos fracassos sendo obrigadas a correr para recuperar o tempo e as oportunidades perdidas.

Quando repensamos as nossas atitudes e começamos a mudar a nossa postura, conseguimos ver a vida sob outros ângulos e nos arriscamos a ver muito mais do que víamos indo muito além do que jamais poderíamos supor. Viver a vida pela metade pode ser mais seguro, mas não deixa de ser apenas meia coisa. Aceitar correr riscos é se dar o direito de falhar e errar, mas também de ganhar muito mais...

Segredos da infelicidade


Há segredos para ser feliz, mas ninguém diz os segredos para ser infeliz. Aqui vai alguns eles. Para nunca alcançar a felicidade viva no passado, sempre obssecado com o futuro e reclame dos problemas ao invés de resolvê-los.

Negligencie os pequenos problemas até que eles se transformem em grandes problemas e esteja sempre com pessoas que reclamam de tudo. Foque apenas nos problemas e sempre acredite que para a maioria das coisas não há solução.

Durma pouco todas as noites, nunca faça exercícios, coma um monte de porcarias, não beba água e viva só de refrigerantes. Nunca se importe com sua saúde, faça cara feia o tempo todo, use drogas, se embriague, varra tudo para debaixo do tapete.

Dependa dos outros para tudo, nunca faça planos e nem pense no futuro. D
ependa da opinião alheia, não tenha discernimento, sinta-se sempre inseguro e deixe-se ser influenciado por cada pessoa que encontrar. Ou pense que sabe tudo, tenha sempre desconsideração pelas opiniões e sugestões alheias, não permita que ninguém venha lhe ajudar.  

Nunca queira aprender algo novo, resista às mudanças e inovações. Não confie em ninguém, não peça informações e não faça perguntas. Continue fazendo as mesmas coisas, sempre do mesmo jeito e por um longo tempo. Perca muito tempo com pequenos detalhes.

Passe a vida trabalhando com algo, mesmo que odeie seu trabalho. Pense apenas em trabalhar e trabalhe muito, com o único objetivo de alcançar a perfeição. E, se não conseguir, culpe a todos a seu redor e nunca assuma a responsabilidade pelas suas ações.

Estabeleça metas arrojadas para si e nunca faça nada para alcançá-las ou desista diante dos primeiros obstáculos. Tenha preguiça, procure sempre o caminho mais fácil e sempre ache que você tem direito a tudo.

Pense apenas no que você não tem, viva em torno do dinheiro, gaste mais do que você ganha e acumule dívidas. Nunca se desfaça de nada e acumule coisas mesmo que não tenham utilidade. Não ajude os outros, exceto se isso lhe trouxer algum benefício.

Queira fazer tudo ou faça um monte de coisas simultaneamente e nunca termine o que começar. Sinta inveja do sucesso dos outros, não reconheça os méritos alheios. Sinta raiva o tempo todo, fale mal dos outros, faça fofocas e critique todo o mundo.

Tente controlar tudo e se preocupe com as coisas que você não pode controlar. Pense sempre naquilo que você não quer que aconteça e tenha medo das coisas que não entende. Tente ser amigo de todos, diga  “sim” para todo mundo e nunca reserve um tempo somente para si. 

Nunca conte a ninguém o pretende, nunca diga o que pensa e nunca pense antes de falar. Não tome decisões, deixe sempre que os outros decidam por você. Se menospreze, diga que você é idiota e esteja sempre com pessoas que te depreciam. Garanta fazer tudo para impressionar alguém, não se considere suficiente bom e apenas fique esperando que alguém venha te bajular.

Se coloque sempre em segundo plano e absorva todos os problemas dos outros para você. Leia sempre notícia deprimentes, estacione em frente à tv, fique o dia todo no mesmo lugar, não viaje, não divirta, não tenha hobbies.

Nunca sonhe, nunca se esforce, nunca aceite qualquer frustração. Protele as coisas ao máximo e sempre espere até o último minuto para tomar alguma providência. Minta para si mesmo, minta para aqueles à sua volta, minta para o mundo.

Faça sempre alguém sentir-se mal e nunca cumpra promessas. Leve a vida muito a sério, leve tudo para o lado pessoal e nunca perdoe. Nunca diga “eu te amo”, esqueça os elogios e lembre-se sempre dos insultos.

Perca o contato com seus amigos, nunca admita pedir desculpa e queira sempre estar certo. E tenha absoluta certeza de tudo, inclusive de que seguindo esses preceitos você conseguirá ser muito infeliz...

domingo, 16 de setembro de 2012

Síndrome de Pollyana


A Sindrome de Pollyana baseia-se na história da menina que enxergava tudo "cor-de-rosa",  acreditando no melhor da vida e das pessoas. Em sua forma positiva ela sensibiliza pelo amor, bondade e pureza de sentimentos capaz de transformar seu mundo. Em seu sentido negativo, se traduz na fuga da realidade, com tendência a enxergar o mundo, situações e emoções de forma ingênua e inconsequente.

Pollyana é um romance de Eleanor H. Porter publicado em 1913, considerado um clássico da literatura infanto-juvenil. Pollyanna era uma jovem órfã que foi viver com sua única tia. Sua filosofia de vida estava centrada no que ela chamava de "O Jogo do Contente", uma atitude otimista que ela tinha aprendido com seu pai e consistia em encontrar sempre algo positivo e estar contente em qualquer situação.

Numa noite de natal Pollyanna esperava ganhar uma boneca e acabou recebendo um par de muletas. Seu pai lhe disse que ela deveria ver somente o lado bom dos acontecimentos e ficar contente, pois ela não precisava das muletas. Foi o "Jogo do contente" que protegeu-a das atitudes severas de sua tia. Com essa filosofia, aliada a uma personalidade radiante, simpática e compassiva, Pollyanna conseguia transformar a sombria casa de sua tia em um lugar maravilhoso para viver.

Certa vez sua tia colocou-a de castigo num sótão sujo e abafado, mas Pollyana descobriu a bela vista que descortinava daquela altura. Em todas as suas experiências ela extraia algo de bom e assim Pollyana foi ensinando o "Jogo do Contente" aos habitantes da cidade. Entretanto seu forte otimismo foi abalado quando ela sofreu um acidente de carro e perdeu o movimento das pernas. A princípio ela não se inteirou da situação mas logo depois abateu-se quando o médico disse-lhe que nunca mais poderia andar.

Nada mais fazia Pollyana ficar contente até que todos os habitantes vieram visitá-la e falaram do otimismo que ela havia transmitido a eles transformando suas vidas. Pollyanna se sentiu feliz pois tinha tornado muitas pessoas felizes. Diante de sua alegria de viver, um médico levou-a para um tratamento em um hospital onde ela estimulava a todos ensinando-lhes o jogo do contente. Depois de 10 meses, Pollyana se recuperou e voltou a andar...

Na vida real não podemos ficar sempre brincando do "Jogo do Contente". Psicologicamente, estar sempre feliz revela incapacidade de entrar em contato com a dor, o que impede de amadurecermos. Ser resiliente é positivo, mas não podemos disfarçar situações e fingir que estamos sempre bem. É necessário vivenciar os sentimentos que advém das perdas, dos lutos e das frustrações.

Criar uma realidade distorcida e viver a vida como uma ingênua brincadeira, se deslumbrar com pequenos fatos e assumir falsos papéis, é uma tentativa de enganar a si e vender uma falsa ilusão para outros. Quem troca a vida por uma fábula, vive de fantasia e se aliena do mundo, acabando por acumular frustrações e não amadurecer com as experiências da vida. Isso não quer dizer que devemos abandonar os nossos sonhos e ver o mundo de forma cinzenta, sem nenhuma beleza diante das adversidades. Podemos acreditar que o futuro será melhor, sonhando e fazendo planos, mas sempre com os pés no chão.

A bondade e pureza de sentimentos não devem se tornar uma dificuldade de lidar com os aspectos “menos fofos” da vida. É preciso também saber enxergar a maldade e ter malícia para ver o foco negativo das situações. "Empurrar com a barriga" esperando que as coisas melhorem ou que se modifiquem por si mesmas é mera ilusão.
Se algo não está bem, é preciso ações que possam modificá-las. Sempre é possível reconstruir-se de uma nova forma, comprometendo-se a mudar e em consequência o mundo ao nosso redor muda também.

sábado, 15 de setembro de 2012

Crueldade, nunca mais!...

  

Os egipcios adoravam seus deuses cerca de 4 mil anos a.C, entre eles Bastet era a deusa da fertilidade e protegia mulheres grávidas. Era representada por uma mulher com cabeça de gato ou simplesmente um gato. Os egípcios consideravam os gatos como animais sagrados, graças as habilidades para caçar as pragas. 

Em um mito escandidavo que deu origem a muitas das crenças pagãs, a carruagem de Freyja deusa do amor e da cura, era puxada por gatos. A deusa guardava em seu jardim as maçãs com as quais se alimentavam os deuses no Valhalla e sua iconografia era representada por gatos puxando sua carruagem. Assim os gatos foram associados à própria divindade. No entanto o culto a Freyja foi considerado heresia e os membros da seita severamente punidos com tortura e morte. Como os gatos faziam parte do culto, foram acusados de serem demoníacos, principalmente os gatos pretos.



Do Egito os gatos chegaram até a Itália e na antiga Roma eram considerados simbolos da liberdade e, a partir dali, se espalharam por toda a Europa. Mas na Idade Média a inquisição condenou os gatos à fogueira junto com as bruxas, alegando que eles eram igualmente malígnos e associados a ações denomiacas. Praticamente os gatos sumiram de todos os lugares.

A Idade Média foi marcada por poucos hábitos de higiene, muita sujeira e lixo que se amontoava nas ruas, criando um ambiente propício à disseminação dos ratos. Sem gatos para caçá-los os ratos proliferaram, contaminando milhares de pessoas com a Peste Negra o que devastou a Europa. A epidemia começou em meados de 1350 e durou até meados de 1700. Estima-se que mais de 130 milhões de pessoas morreram com Peste Negra na Europa.



Atualmente há muitos ratos nas cidades o que aumenta o risco de doenças, tal como a Leptospirose uma grave doença que pode levar à morte. Capaz de contaminar pessoas e rebanhos, o rato de esgoto que existe em maior quantidade nas áreas urbanas é o principal transmissor da doença. Por isso, defenda os gatos, pois eles são a defesa de nossas casas contra os intrusos roedores e seus danos.

Crueldade nunca mais!... Denuncie.
A legislação atual pune casos de abusos e maus tratos aos animais 
com pena de detenção de três meses a um ano. 
Portanto, quem não gosta de animais não deve molestá-los, 
pois existe uma lei de proteção aos animais. 
(Lei 9605/98 – Art. 32 - Lei de crimes ambientais). 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Só se aprende errando


Depois de algum tempo, você aprende a sutíl diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. Aprende que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo e que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir você de vez em quando e você precisa perdoá-la. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais e que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. Aprende que bons amigos são
a família que nos permitiram escolher e que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa ou nada e terem bons momentos juntos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas que somos responsáveis por nós mesmos. E começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser e que o tempo é curto. Que não importa onde já chegou, mas para onde está indo; se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. 


Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências e descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Você aprende que pode suportar, que realmente é forte, que pode ir muito mais longe mesmo quando pensa que não se pode mais.

Você aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha e que nunca se deve dizer a alguém que sonhos são bobagens, pois poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Depois de algum tempo, você descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la; você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que tem o direito de sentir raiva mas isso não te dá o direito de ser cruel, pois com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. E descobre que paciência requer muita prática.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. E descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Você aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte, pois o tempo não é algo que possa voltar para trás. Descobre que só porque alguém não te ama do jeito que você quer, não significa que esse alguém não te ama. Existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Superando as perdas


Durante a vida passamos por inúmeras perdas, que na verdade trata-se da separação de algo ou alguém que considerávamos uma parte de nossa vida. É por isso que todas as perdas nos deixam tristes e deprimidos; só sofremos pelo que amamos. 
 
As perdas não estão somente na separação pela morte de alguém que amamos, mas também nas separações por divórcio, por viagem ou mudança de cidade, nos rompimentos de amizades, nas demissões do emprego, no desaparecimento de um objeto ou animal de estimação, na prisão que priva da liberdade, na doença que priva da saúde, na amputação de um membro, na perda dos dentes, dos cabelos ou da mocidade que naturalmente se vai dando lugar ao envelhecimento. 

Perder faz parte do ciclo normal da vida e só perde quem está vivo. A primeira perda acontece quando nascemos e somos separados do aconchego e da proteção do útero materno. Mas para sobrevivermos temos de aceitar essa perda e dar continuidade à nossa vida enfrentando novas situações e conquistando novas coisas e pessoas. Só assim conseguimos progredir.

Por analogia, temos de aceitar a perda do seio materno para adquirirmos a autonomia de nos alimentarmos; temos de aceitar a perda do colo para podermos andar sozinhos. Isso quer dizer que durante a vida temos de nos tornar independentes das perdas para ganharmos a liberdade de viver por nós mesmos. Para cada perda, há sempre um ganho.
 
Na vida, nada é eterno, tudo passa, tudo se transforma. Apesar de querermos manter coisas e pessoas resistindo a qualquer mudança, esquecemos que é inevitável que em algum dia aconteça a separação. O apego é algo inerente ao ser humano, um vínculo que se cria. E mesmo que haja sofrimento, encontramos dificuldade em quebrar os elos que nos prendem a determinadas coisas e pessoas.

Os elos se formam pelo amor que temos às pessoas, aos animais, aos objetos e situações que consideramos parte de nós mesmos. Quando se rompem os elos reagimos e entramos no processo de enlutamento que tem 8 fases:
  1. A primeira reação é o choque, o abalo que causa desespero, apatia ou agitação.  
  2. Em seguida, a reação é querer negar o fato, uma defesa psicológica que visa fortalecimento para dar continuidade à vida. 
  3. Aos poucos se adquire a noção da perda mas fica a dúvida se aceita ou não o fato.  
  4. E quando se aceita o fato, surge a revolta pelo acontecimento podendo até culpar outras pessoas e Deus.  
  5. Superada a revolta vem a tentativa da barganha, de ter de volta o que foi perdido.  
  6. E quando constata que não haverá retorno, vem a depressão, a tristeza cuja intensidade irá variar de acordo com o apego que se tem. 
  7. A penúltima fase é a aceitação, quando se percebe que não há mais nada a fazer. 
  8. A última fase do processo é quando percebe que, apesar da perda, a vida tem que continuar.
Quando passamos pela experiência de cada perda é natural passarmos por essas fases, permitindo senti-la profundamente. Se não o fizermos, esse sentimento ficará guardado podendo se manifestar em outras ocasiões do futuro ou na forma de uma doença. O sofrimento que advém das perdas precisa ser vivido, podendo variar segundo as crenças e valores de cada pessoa. Perder dói, mas é uma dor que tem cura. É preciso dar tempo ao tempo, pois o tempo é seu melhor remédio...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Isso não se aprende na escola

Para qualquer pessoa, de qualquer idade, aqui estão alguns conselhos que Bill Gates disse numa conferência para estudantes sobre a visão irreal de determinadas coisas. A política do "Sinta-se bem com o que você faz" tem criado uma geração de crianças e jovens sem o verdadeiro conceito da realidade, uma atitude fadada ao fracasso.
  • A vida não é fácil, acostume-se com isso.
  • O mundo não está preocupado com a sua autoestima ou seu bem estar. O mundo espera apenas que você faça alguma coisa útil antes de sentir-se bem consigo mesmo.
  • Se você acha seu professor rude e chato, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você em nenhuma circunstância. Você será cobrado o tempo todo.
  • Você não ganhará milhões de dólares logo que sair da faculdade. Você não será vice presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição até que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
  • Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores mas a vida não é assim, ela sempre fará esta distinção. Na escola você pode repetir as matérias e terá quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece absolutamente em nada com a vida real, na vida você tem que acertar da primeira vez...
  • Fritar hambúrgueres, cortar grama ou lavar carros não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de "oportunidade". Uma escada é escalada a partir do primeiro degrau.
  • A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre as férias livres e é pouco provável que outras pessoas o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período. Na vida não se recupera as oportunidades perdidas.
  • Seja legal com seus amigos, pois existe a probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.
  • Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho e ir trabalhar.
  • Antes de você nascer seus pais não eram tão chatos como são agora. Eles só ficaram assim por ter trocado muitas fraldas, ter cuidado do seu banho, ter pago as suas contas, ter levado você à escola, ter lavado suas roupas e ter aturado as suas birras. Então, antes de querer salvar o planeta para a próxima geração, tente limpar seu próprio quarto, ajude a lavar os talheres e seja mais amável com sua mãe.
  • Quando você era pequeno ganhava brinquedos fazendo birra ou fingindo ser bonzinho. Na vida real é bem diferente, você terá de trabalhar muito para conseguir o que deseja. Por isso aprenda desde já a viver plenamente com muito menos do que quer e com o que tiver.
  • Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Não lamente seus erros; aprenda com eles...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Otimismo e motivação: Filtro Solar


Essa mensagem nasceu por acaso. A caminho da redação do Chicago Tribune, a jornalista Mary Schmich pensava a respeito do quanto é comum nos sentirmos frustrados diante da diferença que existe entre a vida que levamos e a que gostaríamos de levar. Seguindo essa inspiração, ela escreveu um texto e fingiu que o usaria em uma hipotética formatura da qual seria oradora.

Filtro solar foi publicado em sua coluna em 1º junho 1997 e, dois meses depois, o texto circulava pela Internet. Alguém o copiou do jornal e atribuiu sua autoria ao escritor americano Kurt Vonnegut, que se tornou mais um caso polêmico de direitos autorais na rede. E foi desse jeito que Filtro solar ficou conhecido no mundo todo e virou símbolo de otimismo e inspiração. A simplicidade do texto exalta uma mensagem de rara beleza, bom para ler e reler sempre que faltar otimismo e motivação. Eis o sucesso de Mary:

" Usem o Filtro solar! Se eu pudesse dar só um conselho em relação ao futuro, diria: usem o filtro solar! Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão cientificamente provados. Os demais conselhos baseiam-se unicamente em minha própria experiência errante, que agora eu compartilho com vocês...

Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude, ou então, esquece. Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas pode crer, daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia, quantas e tantas alternativas se escancaravam à sua frente e como você realmente tava com tudo encima. Você não está gordo ou gorda.

Não se preocupe com o futuro, ou então preocupe-se se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As verdadeiras encrencas da sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça-feira muito horrenda. Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade. Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros e não ature gente de coração leviano. Use fio dental. Não perca tempo com inveja. Às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa e no fim é só você contra você mesmo. Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas e, se conseguir isso, me ensine. Guarde as antigas cartas de amor; jogue fora os extratos bancários velhos.

Estique-se. Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida, as pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam aos 22 o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem. Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos. Você vai sentir falta deles.

Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer, não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo, é assim pra todo mundo.

Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder, mesmo! Não tenha medo do seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o maior instrumento que você jamais vai construir. Dance, mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto. Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio ou feia!

Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora de vez. Seja legal com seus irmãos, eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente é quem sempre vai te apoiar no futuro. Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer. Viaje. Aceite certas verdades inescapáveis: os preços vão subir, os políticos vão saracutiar, você também vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite os mais velhos.

E não espere que ninguém segure a sua barra. Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada, talvez case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar. Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.

Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale. Mas no filtro solar, acredite! "

sábado, 28 de julho de 2012

Escolha de Sofia


Todos os dias somos submetidos a escolhas e decisões. Acordar cedo ou dormir até mais tarde? Tomar um café apressado ou fazer uma deliciosa refeição matinal? Vestir vermelho ou azul? Sair de carro ou caminhar um pouco mais? Porém há escolhas mais profundas que nos levam a um verdadeiro tormento. Mas como escolher e decidir? Decida e escolha o que te faz feliz ou o que menor dano possa causar, mas nunca decida sob pressão ou sem refletir, evitando estar diante da "Escolha de Sofia".  

A "Escolha de Sofia" é o título de um filme produzido em 1982 e baseado no romance homônimo escrito por William Styron em 1979. O tema retrata um dilema, a angústia de julgar, escolher ou tomar uma decisão, sendo usado como expressão quando estamos indecisos diante de duas opções ou quando qualquer caminho que tomemos são igualmente ruins e nefastos.

A dramática história tem início quando o jovem Stingo, um aspirante a escritor, vai morar no Brooklyn onde tem Sofia como sua vizinha. Ele estabelece amizade com ela e seu impetuoso amante e,  compartilhando das aventuras e desventuras de Sofia, ele começa a conhecer um pouco de sua história de vida. 

Certo dia Stingo presencia uma discussão entre Sofia e seu amante, que desperta sua curiosidade em conhecer mais profundamente a história de Sofia que parece ocultar algo que a atormenta. Isso era visível em sua constante embriaguês e no amor caótico que ela vivia. Em uma conversa, Sofia relembra sua história.

Ela vivia na Polônia quando os nazistas tentavam descobrir os judeus, seus protetores e todos aqueles considerados inimigos do nazismo. Injustamente ela foi enviada a Auschwitz junto com sua filha e seu filho. Ali ela foi separada dos filhos, tendo feito a mais cruel decisão de sua vida. 

Sofia testemunhou os horrores do holocausto e, por conhecer o idioma alemão foi designada para trabalhar na casa de um chefe da Gestapo que se considerava como um deus. Era exatamente aquele que decidia quem devia viver e quem devia morrer. A proximidade com o comandante lhe permitiu expor sua condição e suplicar liberdade para si e seu filho.

Apesar de ter sobrevivido ao holocausto, Sofia carregava consigo o tormento de uma decisão. Quando havia chegado ao campo de concentração, ao ser interrogada por um comandante ela foi submetida a uma escolha: devia entregar um dos filhos para morrer ou ambos seriam mortos. Torturada pela decisão a ser tomada e em desespero pela pressão sofrida, Sofia entregou sua filha para morte. Esta foi a "Escolha de Sofia"...  


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dia dos avós


Netos são presentes, filhos que se ganha gratuitamente sem as dores da maternidade. Filhos dos filhos, filhos são. A vida passou depressa, faltam forças para correr junto, mas quem tem netos não se incomoda com a velhice; a velhice tem suas compensações e um abraço dos netos não tem coisa melhor.

Netos trazem a nostalgia dos filhos ainda pequenos, mas é a recompensa de acolher novamente com amor uma nova vida nos braços. Amor renovado, profundo e feliz que vem ocupar um espaço deixado pelos filhos que cresceram. Ser avô ou avó vai muito além dos mimos dados aos netos; avós são o suporte dos filhos e netos, por isso se diz que são pais duas vezes.

Avós são os educadores que adquiriram sabedoria na arte de educar através do amor e da experiência. Celebrar o Dia dos Avós significa reconhecer que o convívio não se aprende nos livros, mas aprende-se no amor incondicional; amor que não julga, não condena mas corrige. 

Algumas vezes, ser avô ou avó é ser incompreendido em dose dupla, ser solitário duas vezes. É ter ternura sem ter a quem dar ou querer dar o presente que não pode. É compreender que a velhice muitas vezes não é considerada boa companhia. É lembrar sem querer ou não ter memória para recordar...

Para o Dia dos avós foi escolhido o dia 26 de julho que é data da celebração de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus. Conta a história que Ana e seu marido Joaquim viviam em Nazaré. Eles não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança.

Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida. Com essa graça nasceu a menina abençoada e batizada com o nome de Maria, depois escolhida para ser a mãe de Jesus - o filho de Deus. Devido à sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas, dos que desejam ter filhos e padroeiros do avós.

sábado, 14 de julho de 2012

Quem pouco ajuda, fortalece os outros


Um mestre andava com seu discípulo sobre um campo de cultivo de arroz.

No primeiro ano, o discípulo não deixou faltar água para a cultura.
O arroz cresceu forte e a colheita foi boa.

No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante.
O arroz cresceu rápido e a colheita foi maior.

No terceiro ano, o discípulo aumentou bastante o fertilizante.
A colheita foi de arroz pequeno e sem brilho.

O mestre disse-lhe: 
" Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada na próxima colheita."

Conclusão:
Muito fortalece os outros, quem dá pouco e permite que as pessoas se esforcem para obter o que lhes falta. Quando se ajuda demais, as pessoas enfraquecem...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sindrome do Coelho de Alice


Na estória de Alice no País das Maravilhas, diz o Coelho para Alice: Estou atrasado, muito atrasado...

Não importa quanto tempo tenhamos à disposição, conseguimos sempre transformá-lo num tempo insuficiente. Algumas pessoas abençoadas conseguem ter uma relação saudável com o relógio. Tem gente que consegue sair de casa para o trabalho, para uma consulta médica ou para a missa sempre com muita antecedência, para ter tempo de reserva caso aconteça algum imprevisto. Outros, demonstram uma relação de quase desconhecimento do tempo: o relógio é, em muitas circunstâncias, uma mera referência não necessariamente a ser seguida.

Essa questão renderia, sem dúvida, longos debates psicológicos e sociais. Genética ou cultura, o fato simples e claro é que a administração do tempo não merece atenção de algumas pessoas, fazendo com que estejam sempre apressadas. Elas sofrem da "Sindrome do Coelho de Alice"; estão sempre atrasadas...

Administrar o tempo é uma ferramenta gerencial, que pode ser usada nas empresas e também na vida pessoal permitindo a organização e planejamento com menor dispêndio de energia física e mental. Quando administramos bem o nosso tempo, podemos identificar como estamos utilizando as 24 horas do dia. Detectamos onde estamos perdendo tempo, onde dedicamos a tarefas desnecessárias e improdutivas. Esse processo além de possibilitar auto-descoberta, pode nos tornar produtivos e com um bom tempo livre para fazer coisas que nos satisfaçam.

Muitas pessoas dizem que nunca há tempo suficiente para fazer tudo o que é necessário e que gostariam de fazer, no entanto, elas têm mais tempo do que imaginam ter. Na verdade, elas estão sendo dominadas pelo tempo, quando o correto seria o contrário. Tempo perdido é tempo irrecuperável e, mesmo que se tenha agilidade, muitas vezes a vontade de recuperar o tempo compromete a qualidade do que se faz.

Um dos estranguladores do tempo é a desorganização, pois perde-se muito tempo quando procura-se papéis, documentos, chaves e outras coisas no meio de uma bagunça. Outro é a falta de previsão, pois perde-se tempo quando não se determina um tempo limitado para atender um cliente, uma visita, responder a um telefonema etc. Visitas não planejadas devem ser rapidamente dispensadas. Nesse caso, o essencial é a objetividade, sem deixar-se perder em um mar de possibilidades.

Importante é tratar do que seja realmente necessário. Perde-se muito tempo com pequenas coisas, quando outras mais importantes e urgentes ficam relegadas em segundo plano. É aí que entra o planejamento diário e diretrizes a seguir. A estimativa irreal de tempo para uma tarefa, não antecipar-se aos prováveis acontecimentos ou não reservar tempo para o inesperado também compromete o tempo.

É necessário separar pelo menos 1 hora do dia para dedicar-nos à organização mental, repensar sobre nossos interesses, desenvolver-nos intelectualmente e definir prioridades; isso sem nenhuma interrupção ou interferência externa. Às vezes é necessário desligar o celular, não atender telefonemas e não dispensar o tempo com coisas insignificantes. Nosso trabalho se desenvolve mais fácil, melhora nossa qualidade vida porque sobra mais tempo para outros interesses.

A centralização é um dos fatores cruéis, pois muitas tarefas podem ser delegadas, sem prejuízo da sua execução e qualidade. Outra coisa que compromete o nosso tempo é a dificuldade em negar favores. Às vezes ocupamos nosso tempo para os outros deixando nossas prioridades em segundo plano. As interrupções desnecessárias nos fazem perder tempo, porque às vezes as ideias fogem e é preciso tempo para recuperá-las. 

É o perfil de nosso comportamento diante do tempo que nos dirá o que e como devemos mudar. Muitas vezes começamos uma tarefa e retomanos outra sem concluir a primeira, depois outra... Assumimos um excesso de coisas a fazer e no final acabamos por não concluir nenhuma. No final do dia estamos exaustos, trabalhamos o dia inteiro e não vemos resultados. Outras vezes nos propomos a fazer tantas coisas e nos ocupamos com coisas de menor importância deixando de fazer algo importante. Daí estamos sempre reclamando que não temos tempo para nada...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Você está onde você se coloca


Muitas pessoas se queixam que sofrem por abandono e maus tratos, dizendo-se vítimas dos pais, dos irmãos, da vida, do mundo e do destino. Muitas vezes isso nem é verdade e a pessoa caí nas garras da autopiedade e vai pela vida arrastando sentimentos imaginários camuflando a sua necessidade não satisfeita de carinho e atenção.

As pessoas que se sentem vítimas são um poço de sentimentos negativos e quase sempre buscam culpar alguém pelo que sentem. E quando acham alguém a quem culpar, sentem-se confortáveis numa posição em que se consideram certas e são os outros é que estão errados. Nessa posição a pessoa destrói sua capacidade de discernimento e avaliação racional das situações.   
 
Em geral a pessoa que sempre se coloca no papel de vítima sofre de vitimismo, com uma tendência a distorcer a realidade. Essa tendência pode se iniciar na infância durante seu contato com os adultos e partir daí decide a posição existencial que assumirá na vida. Quando a criança se torna adulta, a posição escolhida será dominante em seu caráter embora possa coexistir com outras posições. 
  • Eu não estou Ok e os outros estão OK (-) negação para si e (+) afirmação dos outros: Essa é a atitude universal na primeira infância. A pessoa sente-se inferior aos outros e tende à depressão.
  • Eu estou OK e são os outros que não estão OK (+) afirmação para si e (-) negação para os outros: Essa é a atitude de quem culpa os outros pelo seu sofrimento e em geral aparece nas crianças submetidas a maus tratos e nos delinquentes em geral. Baseada no ódio, ainda que camuflado, a pessoa conclui que está bem quando está sozinha e que não precisa de ninguém. Na verdade, há uma profunda solidão.
  • Eu não estou OK e os outros também não estão OK (-) e (-) Negação para si e para os outros: Essa é a atitude da pessoa que não tem interesse nem por si nem pelos outros. Sua tendência depressiva pode ser assumida ainda na primeira infância por não receber calor e atenção. Quando se torna adulta, a pessoa escolhe amigos e parceiros esperando que venham a desempenhar o papel dos pais.
  • Eu estou OK e os outros também estão OK (+) e (+) Afirmação para si e para os outros. A pessoa sente-se bem e convive bem com os outros.
A maior parte dos nossos atos e pensamentos vem quase sempre de condicionamentos da infância, embora possamos acreditar que somos livres para pensar e agir. Qualquer posição existencial envolve pessoas que assumem papéis como Algoz, Vítima e Salvador. O condicionamento para assumir um dos papéis é bastante sutíl e é a causa da falência dos relacionamentos, sejam afetivos ou sociais, quando as pessoas buscam encontrar quem possa encontrar desempenhar algum papel complementar:
  • Um Algoz ou Perseguidor precisa de uma Vítima
  • Uma Vítima precisa de um Salvador  
  • Um Salvador precisa de uma Vítima para salvar. 
Isso é facilmente observável em alguns casais: A mulher é a "menina" que buscou um "pai" numa relação Vítima-Salvador mas se queixa continuamente do marido e sequer admite a idéia de divórcio permanecendo numa relação Vítima-Algoz. 

Quando observamos a nossa vida, iremos notar que os relacionamentos mais saudáveis são aqueles onde há confiança, apoio, respeito e amizade, ou seja, uma transação de igual para igual na mesma proporção. Mas se há algum problema, logo poderemos notar que estamos transitando entre os papéis de Vítima, Algoz ou Salvador. A posição existencial que estamos adotando, talvez não seja das melhores.
 

sábado, 9 de junho de 2012

Dia dos enamorados


Na Europa os Dia dos enamorados é celebrado em 14 de fevereiro - Dia de San Valentino. No passado muitos casais apaixonados eram impedidos por suas famílias de casarem-se, por isso San Valentino realizava o casamento às escondidas antes que o casal fugisse sem receber as bênçãos matrimoniais. O diácono Valentino tinha o costume de presentear os nubentes com uma rosa vermelha, símbolo de amor verdadeiro e duradouro. Assim criou-se a tradição de oferecer rosas vermelhas no Dia dos Namorados.

Considerado o protetor dos enamorados, San Valentino nasceu em Terni na Itália dando origem a inúmeras lendas. Em uma delas, dizia-se que o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos para angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. San Valentino teria violado este decreto imperial e realizado casamentos em sigilo absoluto. Este segredo teria sido descoberto e Valentino teria sido preso, torturado e condenado à morte.

Muitos devotos vão à Basilica de San Valentino em Terni para agradecer a felicidade a dois. Outros tantos usam os poderes de Valentino para encontrar um grande amor ou para reconquistar um amor perdido. No meio da Basílica existe um poço onde os enamorados de todo mundo depositam suas mensagens de amor.

Porém os comerciantes viram essa data como uma idéia para aquecer suas vendas. No Brasil escolheram o dia 12 de junho para celebrar o Dia dos enamorados, dia dedicado a Santo Antonio considerado protetor dos casais. Criou-se assim a tradição de trocar presentes, enviar flores e realizar jantares românticos. Mas essa data vale para uma reflexão: será que o amor deve ser celebrado apenas em um dia do ano? Apenas presentes e flores seriam demonstrações de amor?

Não existe celebração maior do que o amor de duas almas que se encontram e vivem com intensidade cada momento, cada silêncio, cada beijo, cada sorriso. São momentos únicos em que cada um demonstra o quanto é bom amar e ser amado. Celebrar o amor é demonstrar o prazer de estar junto de alguém que lhe proporciona alegria de viver, porém o amor não é algo banal que possa estar em um presente grande ou pequeno no Dia dos namorados. O amor é o ingrediente da vida, a porção mágica de felicidade que deve ser vivido todos os dias, em pequenos mas verdadeiros gestos.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aprenda a lidar com os gênios do mal



Certa vez um pescador lançou sua rede no mar quatro vezes. Da primeira vez ele pegou um cavalo morto e na segunda vez um jarro cheio de lama. Tentando pela terceira vez a rede lhe trouxe uma porção de vidros quebrados, mas da quarta vez ele pescou um vaso de cobre. Quando o pescador abriu o vaso de cobre surgiu uma nuvem que se transformou num gênio gigante.

O gênio imediatamente ameaçou matá-lo, apesar de todas as sua súplicas. De repente o pescador teve uma idéia: ironizou o gênio duvidando que era tão grande e não poderia caber naquele pequeno vaso, por isso desafiou o gênio a caber novamente no vaso. Para provar que caberia, o gênio entrou novamente no vaso. Imediatamente o pescador tampou o vaso e o lançou  no oceano livrando-se rapidamente do malvado gênio...

 
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Essa lenda pode ter várias conclusões, uma delas é de que mesmo que as primeiras tentativas não tragam bons resultados deve-se insistir. A segunda é de que astúcia vence o mais forte. Mas a melhor conclusão é de que, assim como o gênio, uma pessoa aprisionada pode tornar-se extremamente cruel e desejar matar até mesmo quem o liberta, ainda que devesse agradecer a quem lhe concedeu a liberdade. Mas nem sempre é assim.
  • Nos primeiros anos de sua prisão, o gênio disse: "Aquele que me libertar eu o enriquecerei para sempre". Cem anos se passaram e nada.
  • Para os séculos seguintes, o gênio aumentou sua proposta: "Aquele que me libertar eu satisfarei três desejos". Trezentos anos se passaram e nada.
  • Por esperar tanto tempo, sem que nada acontecesse, o gênio se encolerizou e cheio de raiva disse: " Aquele que me soltar, eu o matarei..."
 
Assim também é uma pessoa presa na sua rejeição ou até mesmo na sua ignorância. Ela precisa de um longo tempo, paciência e compreensão para poder reconhecer seu verdadeiro eu. Não se reconhecer muitas vezes é uma forma de defesa ou de se proteger, tentando esconder dos outros as suas dificuldades. Entender-se é aceitar suas emoções mais assustadoras, ainda que não consiga dominá-las.

Muitas vezes as pessoas projetam nos outros as suas próprias dificuldades. Elas veem nos outros o que trazem dentro de si e gratuitamente não simpatiza ou vê muitos defeitos em outra pessoa sem ao menos questionar-se porque a outra pessoa lhe causa aversão. A empatia é o dom de se colocar no lugar do outro para melhor conhecê-lo e compreendê-lo, mas primeiramente deve-se aprender a conhecer a si mesmo.

" O que eu menos suporto em mim é justamente o que eu não posso aceitar no outro, uma negação da própria personalidade. Da mesma forma, o que mais eu admiro em mim não posso constatar no outro, porque de certa forma representa uma competitividade. "

Essa comparação não é consciente, mas atua no subconsciente. Quando uma pessoa se sente incapaz de ser igual ou ter as mesmas coisas que outra pessoa, ela sente inveja e por isso sente a necessidade de destruir quem lhe faz sentir inferior. Também quando uma pessoa sente-se ameaçada por outra, ela gratuitamente sente antipatia. Por exemplo, a garota que faz críticas gratuitas às amigas do namorado com certeza tem ciúmes porque se sente insegura.

Da mesma forma, quando um novo funcionário é admitido na empresa podemos notar a rejeição por parte de alguns colegas, isso porque eles se sentem ameaçados na invasão do seu espaço e do compartilhamento de seus privilégios. Isso se torna mais proeminente nas pessoas estagnadas e resistentes às mudanças que sentem desconforto em mudar ou adotar novos procedimentos em sua rotina. É daí que surgem as maledicências, mesmo que sejam infundadas.

Mas nada adianta a esses algozes tentarem forçar amizade com suas vítimas, pois elas precisam  antes entender os próprios sentimentos. E nem a vítima deve se submeter a essas pessoas para ser aceita, pois o erro não está nela. O mais sensato é ser firme no jeito de ser e nas atitudes, deixando que o tempo mostre seu real valor. Com certeza os invejosos, possessivos e inseguros irão retornar ao seu canto, tal qual o gênio infeliz.



 

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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