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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sindrome de Gabriela


Síndrome de Gabriela é um termo relativamente novo para um problema tão antigo quanto a humanidade. Denominada a partir da trilha sonora da novela Gabriela, baseada no romance de Jorge Amado, assim diz o refrão: “eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim...”

Este é um estado doentio das pessoas que não acreditam que possam alterar seu jeito de ser, de viver de um modo diferente e mudar o curso de suas vidas. Quem sofre dessa síndrome acredita, mesmo que inconscientemente, no destino fatalista e assim vive em aflição tentando resistir às mudanças.

Antes de afirmarmos que não conseguimos mudar, olhemos ao nosso redor e vamos encontrar muitos personagens da história e até exemplos citados na Bíblia que conseguiram alterar o curso de suas vidas através do esforço de mudar a si mesmas. Podemos concluir que pode ser difícil, mas não é impossível lapidar a si mesmo.  

Pela vida encontramos inúmeras pessoas com a Síndrome da Gabriela, seja na área profissional, familiar ou nas amizades. São aquelas pessoas que apesar de seus conhecimentos técnicos ou científicos acreditam que as coisas só podem ser feitas de um mesmo jeito. Elas se recusam a aceitar novos modos e não admitem experimentar novos caminhos, em consequência, continuam colhendo sempre os mesmos fracassos.

As frases prediletas dessas pessoas são: "sinto muito mas sou assim...", "eu prefiro fazer do meu jeito", "sempre fizemos dessa maneira e vamos continuar...". Além de ficarem estacionadas no tempo, elas acreditam que estão certas e nem percebem que prejudicam a si mesmas e aos outros também. Seja por medo errar, de não dar certo ou pelas críticas, essas pessoas tem a pretensão de perpetuar formas arcaicas, ineficientes e ineficazes de ser, gerir um negócio ou a própria vida.

Recusando a absorver novos conceitos, que naturalmente evoluem com o mundo e com a sociedade, essas pessoas não percebem que estão deixando passar ótimas oportunidades de descobrimento e desenvolvimento de outras possibilidades. Realmente o processo de mudança não é fácil, pois exige esforço, trabalho, planejamento, remanejamento e força de vontade. 

O mundo está em constante mudança sendo preciso ser ágil, rápido, dinâmico e assertivo. Quer aceitem ou não, algum dia essas serão obrigadas a mudar, talvez depois de muitos fracassos sendo obrigadas a correr para recuperar o tempo e as oportunidades perdidas.

Quando repensamos as nossas atitudes e começamos a mudar a nossa postura, conseguimos ver a vida sob outros ângulos e nos arriscamos a ver muito mais do que víamos indo muito além do que jamais poderíamos supor. Viver a vida pela metade pode ser mais seguro, mas não deixa de ser apenas meia coisa. Aceitar correr riscos é se dar o direito de falhar e errar, mas também de ganhar muito mais...

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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