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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aprenda a lidar com os gênios do mal



Certa vez um pescador lançou sua rede no mar quatro vezes. Da primeira vez ele pegou um cavalo morto e na segunda vez um jarro cheio de lama. Tentando pela terceira vez a rede lhe trouxe uma porção de vidros quebrados, mas da quarta vez ele pescou um vaso de cobre. Quando o pescador abriu o vaso de cobre surgiu uma nuvem que se transformou num gênio gigante.

O gênio imediatamente ameaçou matá-lo, apesar de todas as sua súplicas. De repente o pescador teve uma idéia: ironizou o gênio duvidando que era tão grande e não poderia caber naquele pequeno vaso, por isso desafiou o gênio a caber novamente no vaso. Para provar que caberia, o gênio entrou novamente no vaso. Imediatamente o pescador tampou o vaso e o lançou  no oceano livrando-se rapidamente do malvado gênio...


Essa lenda pode ter várias conclusões, uma delas é de que mesmo que as primeiras tentativas não tragam bons resultados deve-se insistir. A segunda é de que astúcia vence o mais forte. Mas a melhor conclusão é de que, assim como o gênio, uma pessoa aprisionada pode tornar-se extremamente cruel e desejar matar até mesmo quem o liberta, ainda que devesse agradecer a quem lhe concedeu a liberdade. Mas nem sempre é assim.

Nos primeiros anos de sua prisão, o gênio disse:
"Aquele que me libertar eu o enriquecerei para sempre".
Cem anos se passaram e nada.

Para os séculos seguintes, o gênio aumentou sua proposta:
"Aquele que me libertar eu satisfarei três desejos".
Trezentos anos se passaram e nada.

Por esperar tanto tempo, sem que nada acontecesse,
o gênio se encolerizou e cheio de raiva disse:
" Aquele que me soltar, eu o matarei..."


Assim também é uma pessoa presa na sua rejeição ou até mesmo na sua ignorância. Ela precisa de um longo tempo, paciência e compreensão para poder reconhecer seu verdadeiro eu. Não se reconhecer muitas vezes é uma forma de defesa ou de se proteger, tentando esconder dos outros as suas dificuldades. Entender-se é aceitar suas emoções mais assustadoras, ainda que não consiga dominá-las.

Muitas vezes as pessoas projetam nos outros as suas próprias dificuldades. Elas veem nos outros o que trazem dentro de si e gratuitamente não simpatiza ou vê muitos defeitos em outra pessoa sem ao menos questionar-se porque a outra pessoa lhe causa aversão. A empatia é o dom de se colocar no lugar do outro para melhor conhecê-lo e compreendê-lo, mas primeiramente deve-se aprender a conhecer a si mesmo.


" O que eu menos suporto em mim é justamente o que eu não posso aceitar no outro,
uma negação da própria personalidade.

Da mesma forma, o que mais eu admiro em mim não posso constatar no outro,
porque de certa forma representa uma competitividade. "


Essa comparação não é consciente, mas atua no subconsciente. Quando uma pessoa se sente incapaz de ser igual ou ter as mesmas coisas que outra pessoa, ela sente inveja e por isso sente a necessidade de destruir quem lhe faz sentir inferior. Também quando uma pessoa sente-se ameaçada por outra, ela gratuitamente sente antipatia. Por exemplo, a garota que faz críticas gratuitas às amigas do namorado com certeza tem ciúmes porque se sente insegura.

Da mesma forma, quando um novo funcionário é admitido na empresa podemos notar a rejeição por parte de alguns colegas, isso porque eles se sentem ameaçados na invasão do seu espaço e do compartilhamento de seus privilégios. Isso se torna mais proeminente nas pessoas estagnadas e resistentes às mudanças que sentem desconforto em mudar ou adotar novos procedimentos em sua rotina. É daí que surgem as maledicências, mesmo que sejam infundadas.

Mas nada adianta a esses algozes tentarem forçar amizade com suas vítimas, pois elas precisam  antes entender os próprios sentimentos. E nem a vítima deve se submeter a essas pessoas para ser aceita, pois o erro não está nela. O mais sensato é ser firme no jeito de ser e nas atitudes, deixando que o tempo mostre seu real valor. Com certeza os invejosos, possessivos e inseguros irão retornar ao seu canto, tal qual o gênio infeliz.




sexta-feira, 11 de maio de 2012

Simplesmente Mãe


Mãe carinhosa, Mãe dengosa, Mãe amiga, Mãe irmã.
Mãe sem ter gerado é a mãe de coração!
Mãe de todos nós, Mãe das mães,
Mãe dos filhos, Mãe-pai: duas vezes mãe.

Mãe de muitos, Mãe de poucos, Mãe solidão.
Mãe educadora, Mãe mestra.
Mãe analfabeta, sábia mãe,
Mãe do silêncio, Mãe comunicação.

Mãe rica, Mãe pobre, Mãe dos simples, Mãe dos pobres.
Mães dos que plantam, Mães dos que colhem.
Mãe de quem nada fêz, Mãe de quem tudo faz.
Mãe dos que tem tudo, Mãe dos que nada tem.

Mãe companheira, Mãe lutadora,
Mãe dos açoitados, Mãe de quem magoa.
Mãe dos que foram, Mãe dos que ficaram
Mãe dos guerreiros, Mãe de quem perdoa.

Mãe do saudável, Mãe do doente,
Mãe que sorri, Mãe ausente.
Mãe que chora, Mãe que abraça, Mãe que afaga.
Mãe presente, Mãe do sagrado, Mãe da luz.
Mãe, simplesmente mãe; Mãe nossa, Mãe de Jesus!...

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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