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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Síndrome do Coração Partido




Ter o coração partido é uma expressão bem comum, principalmente após um término de relacionamento ou a morte de uma pessoa querida. Esse momento é para muitas pessoas um período muito estressante emocionalmente. Algumas pessoas sentem como se estivessem tendo um infarto. Na realidade, trata-se da síndrome do coração partido, uma doença com causa emocional que afeta o coração. 

A Cardiopatia de Takotsubo, outro nome dado a essa síndrome, foi descoberta por médicos japoneses no início da década de 90. Ela é uma forma grave de lesão cardíaca que pode surgir após algum evento que gere estresse intenso. A síndrome afeta o músculo do miocárdio, que compõe os ventrículos do coração, com a função de bombear o sangue. 

Quando uma pessoa passa por uma situação que gera uma forte emoção, o corpo dispara uma intensa carga de hormônios na corrente sanguínea. Isso pode ocasionar um estreitamento das artérias que irrigam o coração, afetando o órgão. Em resposta, o corpo reage de uma forma semelhante a um infarto. 

A síndrome afeta o miocárdio do ventrículo esquerdo, que bombeia o sangue a ser distribuído pelo corpo, sendo mais comum em mulheres, mas principalmente naquelas com idade entre 61 e 76 anos. Depois desse período o corpo feminino para de produzir o hormônio estrogênio que protege o coração e as mulheres ficam mais vulneráveis a desenvolver a síndrome.

Pessoas que sofrem de doenças neurológicas e psiquiátricas também possuem mais chances de desenvolver a síndrome. Os sintomas mais frequentes são falta de ar e dor no peito, podendo ocasionar tonturas e desmaios. A dor no peito costuma ser rápida, durando alguns minutos ou algumas horas, no máximo. Já a falta de ar pode durar mais tempo, dependendo do quão prejudicado está o miocárdio.

Como os sintomas juntos são semelhantes a um infarto, muitas vezes os que estão sofrendo da síndrome são atendidos nos hospitais como se esse fosse realmente o problema. Mas os resultados dos primeiros exames já conseguem a exclusão da suspeita de infarto. A maior diferença entre o infarto e a síndrome é que a segunda é totalmente tratável. Já o infarto causa danos permanentes.

O índice de complicações graves, ou mesmo morte, relacionados à síndrome do coração partido é pouco comum, mas pode ocorrer, caso o problema no ventrículo esquerdo seja grave, o que leva o coração não bombear a quantidade suficiente para o corpo. De qualquer forma, é bom cuidar-se nessas situações.

Não é fácil perder algo importante, uma amizade ou um relacionamento significativo. Quem já passou por essa experiência a descreve como sentimento de tristeza, amargura, desilusão, vazio, dor etc. Felizmente essa síndrome tem cura. Quanto mais você se dedicar a curar a sua tristeza, mais rápido irá superar sua dor.

Por mais que passemos por estas situações ruins, sempre é possível começar do zero. Mas para isso é preciso estar com disposição para tomar as medidas necessárias. Se os pensamentos errôneos não forem eliminados, não será possível avançar. Logicamente, onde existe um amor há a certeza de que essa pessoa é única no mundo todo e de que jamais irá gostar de outra pessoa. Mas isto é um equívoco.

Enquanto o tempo vai eliminando sentimentos e você vai conhecendo pessoas novas, vai percebendo que existem pessoas que se encaixam ao que você deseja. Mas o que fazer para mitigar a dor de um coração partido?

1. Quando um relacionamento termina, o único jeito é tocar a vida e seguir em frente. Deixe as lembranças para trás: isso é o mais importante. Não olhe fotos e nem deixe à mostra objetos que lembrem a outra pessoa. Se possível, se desfaça de tudo que seja uma lembrança. Faça reciclagem de roupas, móveis e decoração. Mude as coisas de lugar. Crie uma nova disposição. 

2. Não entre em contato por qualquer meio, nem por internet, nem SMS, nem telefone. Não queira saber como a outra pessoa está. Ao contrário, se preocupe apenas com você. Se ocupe com  algo. Mantenha sua mente ocupada, especialmente fazendo as coisas de que você gosta. Mesmo que você não tenha coisas para fazer, saia para praticar um esporte. Ocupe suas horas com algum curso ou uma atividade. 

3. A verdade é que: “com as mãos cheias você não poderá receber nada novo”. Se abra para que algo novo possa vir. Vá divertir em novos lugares; conheça novas pessoas. Relacionamentos sociais trazem muita gratificação.  A partir de novas conexões você vai perceber que sempre pode começar do zero. 

4. Não tente mascarar sua dor se apoiando  no álcool, nas drogas ou num ritmo de vida desequilibrado. Não fique sem comer. Adote uma vida saudável com uma dieta equilibrada. Cuide de si; de sua saúde física e mental. Descanse e faça exercícios físicos regularmente.

5. Tenha paciência. Dê tempo ao tempo para se recuperar. Tudo nesta vida é passageiro e com a dor emocional não seria diferente. A forma mais inteligente de sair de uma dor emocional é enfrentando-a de forma sadia. Cuidando de si, aceitando as situações e abrindo novas portas. Dessa forma você não fortalece sua dor e ela irá  enfraquecer com o passar dos dias. Quando você menos esperar, essa dor vai passar...




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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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