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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Somos donos do nosso destino



Uma das coisas que mais nos mobilizam na vida é o nosso Eu e o aspecto mais importante do Eu não é outro senão o destino. Ao longo da existência, o destino muda a todo tempo devido às circunstâncias que vão surgindo. Por causa de uma pessoa, de um fato, de uma palavra, de uma moeda ou mesmo de um pensamento, vidas inteiras podem ser alteradas. O mesmo é válido no que diz respeito aos rumos de um país e à própria história da humanidade, que pode até ser reescrita.

Na Inglaterra, o duque de Windsor abdicou do trono para se casar com sua amada, Wallis Simpson. Ao abrir mão do reino por sua esposa, além de mudar sua vida por causa de um amor, ele reescreveu a história de seu país.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, perdeu o emprego mais importante do mundo após o escândalo de Watergate. Assim, mesmo que nossa posição social nos traga alto prestígio, um simples fato pode levar-nos à mais vergonhosa humilhação.

O Mestre Ch’an Danxia, da Dinastia Tang, estava indo à capital chinesa para os exames nacionais de admissão
governamental. No caminho, encontrou um monge que lhe disse: “É melhor passar pelo teste da iluminação do que tornar-se um funcionário imperial.” Ele despertou de seu sonho de fama e riqueza e uma nova vida se abriu diante dele.

No dia em que Henry Ford deixou a casa paterna para ganhar a vida sozinho, seu pai deu-lhe um dólar. Ele usou esse
dólar como capital e, como resultado, construiu a Companhia Ford de Automóveis, conquistando um lugar na história e beneficiando toda a humanidade.

As vidas das pessoas são diferentes umas das outras. Quando vemos os demais voando alto enquanto nós próprios
estamos embaixo, suspiramos e nos queixamos por não estar atravessando um bom período de nossa vida. Chegamos até a culpar os céus por essa má sorte. Há também quem viva a vida como ela se apresenta, acreditando que tudo em nosso caminho é predestinado.

Na realidade, nosso destino não é controlado por ninguém. Ele é resultado dos nossos hábitos, crenças, emoção, poder
ou desejos que podem influenciá-lo. Portanto, tudo o que podemos fazer é cultivar uma visão correta, construir bons relacionamentos com as pessoas e observar os preceitos com rigor, independentemente da situação e de quem ou quanto dinheiro esteja envolvido. Assim, em vez de sermos controlados pelo destino, somos donos dele, e podemos livremente lapidá-lo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mágoas



Mágoa tem origem no latim macula e representa um sentimento de desgosto, pesar, sensação de amargura, tristeza, ressentimento etc. É um descontentamento que, embora frequentemente brando, pode deixar resquícios que podem durar um bom tempo. Por vezes é possível percebê-lo no semblante, nas palavras e nos gestos de uma pessoa.

A mágoa quando não é expressa, quando não recebe cuidados e não é curada, pode se tornar uma emoção tóxica que explica por que as pessoas boas fazem coisas ruins. A mágoa é uma das fontes mais subestimadas de auto-sabotagem na nossa vida interior. Quando somos sinceros com nós mesmos conseguimos lembrar de quando e como nos magoamos. Tudo o que podemos fazer é voltar aos momentos da nossa vida que não gostaríamos de ter vivido e recapitular algumas das experiências dolorosas e indesejadas pelas quais passamos.

Nos magoamos por coisas que foram ou não foram ditas; por coisas que fizeram ou não fizeram para nós. Sem que percebessemos, esses momentos perniciosos foram nos moldando e definindo quem somos. Não importa se a pessoa é o presidente de uma empresa, um líder espiritual, um atleta profissional, uma mãe, uma dona de casa ou um auxiliar de escritório; quando nos libertamos das camadas de crenças, atitudes, emoções, hábitos e comportamentos mais prejudiciais, descobrimos ter no coração uma ferida que nunca foi totalmente reconhecida, cuidada, integrada e curada.

Olhe por trás dessas camadas de vergonha, medo, desesperança, tristeza, culpa, ciúme, raiva, ódio e outras emoções devastadoras que destroem vidas e você sempre encontrará uma ou sucessão de mágoas, responsável por uma ferida que foi encoberta sem jamais receber o devido cuidado. Quando nos magoamos muitas vezes tentamos magoar os outros, estejamos conscientes disso ou não. Se fomos agredidos, criticados ou rejeitados, intencionalmente ou não, buscamos maneiras de infligir essa mesma dor aos outros, como se pudéssemos aliviar um pouco da nossa dor causando dor em outra pessoa. Crianças que sofrem abusos, tornam-se adultos que provocam abusos igualmente.

A maioria de nós aprendeu a aplicar inúmeros curativos nas mágoas, desviando nossa atenção para outras coisas que esperávamos que pudessem nos distrair momentaneamente da nossa dor. Relacionamentos, filhos, amigos, carreira, aquisição de bens, viagens e listas de afazeres podem nos distrair por algum tempo, mas as mágoas que sofremos nem sempre se curam com a passagem do tempo. Muitas vezes elas guardam grandes lições a serem aprendidas e, até que as revisitemos e extraiamos delas a sabedoria que encerram, continuaremos a ser manipulados por uma ferida do passado e levados a agir de maneira que nem sequer fazem sentido para nós.

Embora enterradas nos recessos do subconsciente, as nossas mágoas não processadas estão muito vivas e, como um rastreador, vão buscar paliativos na forma de comportamentos indulgentes que na crença do nosso subconsciente nos farão sentir melhor. A mágoa não resolvida está na raiz de todos os comportamentos viciantes e compulsivos, e quando acrescida do nosso medo de confrontar as situações que nos teriam ferido no início, ela nos leva a nos infligir novamente a mesma dor praticando atos prejudiciais a nós mesmos e às outras pessoas.

O medo se vincula à mágoa de maneira tão difusa, tão insidiosa, que a maioria de nós nem sequer reconhece esse vínculo. O medo nos prepara para esperar mais dor, cria a expectativa de que seremos magoados outra vez e nos despoja de confiança, vulnerabilidade e intimidade. A mágoa, quando intensificada pelo medo de que seremos magoados novamente no futuro, gera incontáveis expectativas negativas – expectativas que levam à auto-sabotagem e à decepção. A mágoa não reconhecida cria um caminho circular que leva tanto ao vitimismo quanto a uma futura vitimização.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sindrome de Peter Pan



Todos ainda recordam-se da constrangedora estória de Peter Pan, aquele despreocupado menino que se recusava a crescer. Foi Peter quem nos mostrou o encanto da juventude eterna, enfeitiçou e deu fim ao Capitão Gancho. Sua dança e canção quebraram o cruel pirata e o conduziu por uma passagem autodestrutiva do tombadilho do navio para os dentes do vigilante e voraz crocodilo.

Peter Pan simboliza a essência da mocidade, a alegria, o espírito e o vigor inesgotável. Em suas aventuras com a Fada
Sininho e as demais crianças, ele desperta a criança que existe dentro de todos nós; nos atrai e estende a mão de um fiel companheiro de folguedos. Quando permitimos que Peter Pan toque o nosso coração, nossa alma se nutre de juventude. Contudo, quantas pessoas percebem o outro lado da clássica personagem criada por Barrie? O que nos conta nas entrelinhas esse inquietante conto? Já pensou por que Peter Pan queria permanecer jovem? Porque é duro crescer...

Peter evitava a todo custo e fez de tudo para rejeitar todas as coisas do mundo adulto.
Uma leitura cuidadosa do original de Barrie, abre-nos os olhos para uma realidade assustadora, embora se possa desejar acreditar no contrário: Peter era um rapaz triste. Sua vida era cheia de contradições, conflitos e confusões. Seu mundo era hostil e impiedoso. Apesar de toda jovialidade, ele era um menino profundamente perturbado, vivendo numa época perturbadora. Ele resvalou no abismo entre o homem que não desejava tornar-se e o menino que não podia mais ser.

Essa estória dada como leve e divertida, propicia uma alegoria didática dos caprichos de algumas pessoas que,
inconscientemente, seguem o exemplo de Peter Pan. Com muita frequência, a alma de Peter vem conquistando corações de um significativo número de pessoas que estão indo a caminho dos conflitos emocionais e sociais.

Vivemos numa época conturbada, aliás não muito diferente da turbulência que cercava Peter e sua serena Terra do
Nunca. Mas diversamente de nosso travesso heroi, é impossível que adultos queiram permanecer jovens e despreocupados para sempre. Tal qual os contemporâneos de Peter, quem mais sofre são os homens, embora haja também muitas mulheres, que se recusam a crescer, a amadurecer.

Centenas encaminham-se para um estágio de vida que os assusta.
Apavorados, apressam-se a engrossar a fileira dos "meninos" perdidos. Mais cedo ou mais tarde, vários deles superarão seus temores da vida e desertarão da legião, todavia, muitos outros rendem-se ao medo e submetem-se à convicção de estarem perdidos. Essa legião de "meninos perdidos" tem membros de todas as idades; adultos e pais de família, que ainda se comportam como os meninos da Legião de Peter Pan e vivem como se estivessem irresponsavelmente, na Terra do Nunca...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Âncoras e Asas



Algumas pessoas são âncoras, outras são asas. Existem pessoas que nos surpreendem. Diante da expectativa incrédula que se firma, demonstram ser maiores e ainda mais belas. Sua presença é uma soma que compartilha grandes porções de sentimentos. Em pouco tempo sabem demonstrar uma diferença interiorizada em relação aos demais, são pessoas ASAS.

Pessoas ASAS são aquelas em quem confiamos, com quem rimos e choramos, divagamos, divergimos ou concordamos, nos expomos, e podemos ser nus e despidos de máscaras, sem medo de julgamentos ou falsa idealização.
Elas levantam o nosso astral e nos fazem sentir bem, pelo simples fato de compartilhar de sua existência. São como o vento, a cor, a luz, o amor. Sobem sem saber como chegaram no topo, caem sem reclamar, porque descobrem que podem recomeçar. São livres de mãos dadas, criadoras e criaturas, são sintomas dos sonhos e não temem a morte. Elas voam e não impedem ninguém de voar.

Pessoas ÂNCORAS estacionam nossa felicidade, derrubam nossa fome, destroem nossos sonhos, inibem nossos
pensamentos, criticam nossa imaginação, proíbem o destempero da vida e criam um arco-íris monocromático. Elas não voam e querem impedir outros de voar. Mas quem nasceu para ser asa, não há como ancorar...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Caminho para o sucesso



O caminho para o seu sucesso não é encontrar algo que dê dinheiro. O caminho para o seu sucesso é fazer algo que ao mesmo tempo faça você se sentir feliz, ou seja, você é feliz e gera dinheiro. O seu sucesso pessoal flui muito mais fácil quando você se sente muito bem fazendo o que você faz. E nem estou falando de ética; ética é condição essencial de vida e pré-requisito de emprego. Sem ética não tem emprego.


Não importa onde você esteja trabalhando, o que você esteja fazendo agora. O que importa é quem você é, o seu perfil. Pare e pense:

  • O que você gosta de fazer?
  • O que você sente prazer em fazer?
  • O que você faz e nem vê o dia passar?
  • O que você faz e parece que você sempre soube fazer?
  • O que você faz e tem a sua cara?
  • Quais as horas do dia que você está mais feliz?
  • Em que dias da semana você está mais feliz?
  • Quando você se sente feliz com o que você está fazendo ?
Estas perguntas, situações e papéis acima servem apenas para ilustrar ou ajudar você a procurar o que você gosta e onde se sente melhor. Responder a essas perguntas é conhecer-se mais intimamente. Seu trabalho deve estar relacionado com estes momentos ou situações nos quais você se sente mais feliz. Pense nos diversos papéis que você assume ao longo do dia, do mês, da sua vida: o trabalho, a família, os relacionamentos pessoais, sociais, familiares e profissionais.

Sua próxima etapa é colocar sua profissão, caso você já tenha uma, próxima destas ocasiões ou situações, ou descobrir uma profissão que coloque você perto das situações onde você se sente muito bem e se especializar nessa profissão. Se você vem realizando algo que te deixa infeliz, pense: o que você pode mudar?

Focar naquilo que deixa você feliz e de bem com você mesmo; focar naquilo que você gosta, no que você desponta e sobressai, é descobrir o seu campo de atuação. Dedique-se, empenhe-se, ponha a alma no que você faz bem. E para que isto aconteça, é necessário que você esteja por inteiro naquilo que você faz e que traga prazer para você. Fazendo isso, você não tem um negócio para fazer dinheiro, você tem um negócio para realizar-se na vida, você tem um negócio onde você também faz a sua vida e onde você faz a diferença. O dinheiro é consequência.

E quando quiser se desenvolver, novamente foque no que você se sente bem. Não tente se desenvolver em algo que você não se sente tão bem. Os seus esforços de melhoria devem ser focados e concentrados naquilo onde você tira maior proveito.


Lembre-se que, sempre que você deixa de escutar sua voz interior, você paga um alto preço por isso, a sua felicidade. Ouvir o seu íntimo pode significar a diferença entre saúde e doença. Trabalhe com o que você goste, desenvolva o que te faça feliz e você nunca sentirá desgaste pelo trabalho. Ao contrário, você estará se divertindo, além de que o sucesso e o dinheiro serão meras consequências.
..


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Não tenha medo de adiar



Sempre dizem que a procrastinação é algo a ser evitado a todo custo, como se fosse uma lei universal. A maioria dos textos que falam do assunto abordam o aspecto negativo e oferecem receitas para eliminá-la, mas se você analisar bem verá que muitas vezes não é algo tão negativo assim.

A procrastinação está muito mais relacionada a valores, urgência e importância do que com uma mera lista de tarefas. A grande questão não é como evitá-la, mas como saber bem usá-la. O primeiro passo é a identificação do que pode ser protelado. Seguramente quando você posterga o início de um trabalho que lhe é solicitado com bastante antecedência, você estará em apuros se deixar para iniciar apenas dias antes da sua entrega. Mas e as atividades do dia-a-dia ou das menos importantes?

Não se trata de desprezo para com as tarefas cotidianas, mas de saber lidar melhor com elas. É uma questão de oportunidade. Se você está trabalhando num problema ou projeto complexo e super importante, nada justifica interromper sua concentração para resolver pequenos assuntos de menor importância. Postergue para amanhã e não perca a inspiração. Não se deve interromper uma tarefa complexa, que exige energia mental abundante, para cuidar de afazeres simples, que podem ser adiados sem problemas.

Quem nunca teve aquela sensação de achar o dia curto demais para as atividades que assumiu. Contudo, a chave é não ser escravo do tempo, mas o Senhor dele e podemos desenvolver uma boa procrastinação. Não tenha medo em adiar. E se precisar de um novo provérbio: Faça amanhã o que pode atrapalhar o que está sendo feito hoje!...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desprezo e depreciação



Nos olhos das crianças há brilhos intensos do bem e de verdade, de expectativa e de ilusão. Nas suas mochilas e almas adivinham-se cheias de razões de viver: coisas novas para aprender, coragem e atrevimentos para experimentar, alegrias e confiança para partilhar. Têm mesmo alma de príncesas e de príncipes.

Quando crescem, já se vislumbram imensos olhares de abatimento, de cansaço e desilusão. Em demasiadas mochilas e almas encontra-se pouco das grandes razões de viver; para o futuro só há uns quantos estratagemas de sobrevivência ainda em luta, já perdida, com passados de medo e de fracasso. Muitos quase parecem sapos.


Estamos todos a precisar de um toque mágico eficaz, daquela magia de que só o ser humano é capaz. Comecemos por nós. Não importa quanta bruxaria se tenha reunido no passado para levar a cabo o feitiço de nos transformar em sapos. Precisamos de uma metamorfose de alma. Por mais que custe, o primeiro trabalho da nossa alma é convencer-nos que também nascemos princesas ou príncipes.


O segundo trabalho, não menos urgente e imprescindível, é recuperar-se inteiramente como alma, sermos almas a conduzir outras almas. Se não o conseguirmos, não passaremos de seres aparentementes mais evoluídos a tentar aperfeiçoar vidas de outros seres aparentemente menos evoluídos. Tanto em nós próprios como nos outros, a nossa missão não é conduzir sapos, mas recuperar os príncipes e princesas que eles encobrem.


Todos os Janeiros dão início a uma nova época para uma missão mágica. Para tal são necessários certos ingredientes, também mágicos:


  • Cada pessoa é positiva em si mesma. Todas as pessoas são dotadas de valor e dignidade enquanto pessoas. Usamos a liberdade para estar de acordo e para discordar de ideias e comportamentos, mas nunca para nos rejeitarmos como pessoas.
  • Cada pessoa é capaz de pensar e decidir por si própria, salvo algum dano cerebral. Todos são capazes de pensar por si próprios. Por isso, cada um de nós é que decide a própria vida, carregando consigo as consequências das decisões tomadas.
  • Cada pessoa é capaz de amar e precisa de ser amada. Precisamente porque é essencialmente constituída por liberdade e por amor, uma natureza humana degradada só pode ser recuperada através de atos conscientes de liberdade e de amor.
Além disso, para viver, a alma precisa tanto de apreço como o corpo precisa de sangue. É do apreço genuíno e recíproco que nascem e renascem continuamente príncipes e princesas; do desprezo apenas nascem sapos...
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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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