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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Idade para ser feliz



Só existe uma idade para a gente ser feliz. Somente uma época na vida, em que é possível sonhar e fazer planos, e ter energia bastante para realizá-los, a despeito de todas as dificuldade e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com
todas as cores e experimentar todos os sabores. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE, também conhecida como AGORA ou JÁ, e tem a duração do
instante que passa...

Mario Quintana

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Não viva do passado



A maioria dos nossos tormentos não vem de fora; estão alojados em nossa mente, cravados em nossa memória. Nossa sanidade ou insanidade se deve basicamente à maneira como nossas lembranças são assimiladas. "As pessoas procuram tratamento psicanalítico porque o modo como estão lembrando não as libera para esquecer"; frase do psicanalista Adam Phillips. Como é que não pensamos nisso antes?

O que nos impede de prosseguir é uma lembrança mal lembrada que nos acorrenta no passado, estanca o tempo e não permite avanço. A gente implora a Deus para que nos ajude a esquecer um amor, uma experiência ruim, uma frase que nos feriu, quando na verdade não é esquecer que precisamos: é lembrar corretamente. Aí sim, lembrando como se deve, a ânsia por esquecimento pode até ser dispensada, não precisamos esquecer de mais nada.

E, não precisando, vai ver que até esquecemos.
Ah, se tudo fosse assim tão simples. De qualquer maneira já é um alento entender as razões que nos deixam tão obssecados, tristes e inquietos: são as tais lembranças mal lembradas. Você era criança e ansiava por um presente de aniversário, mas seu pai viajou exatamente naquele dia que para você era especial.

Aquela amiga querida conhecia todos os seus segredos, mas roubou seu namorado. Você percebia que sua mãe preferia sua irmã mais nova e era fria e distante com você. E aquele amor que foi embora? Quanta mágoa, quanta decepção, quanto tempo investido... Passaram-se anos e você não esquece.


Essas situações viram lembranças e essas lembranças vão se infiltrando e ganhando forma, força e tamanho, e chega a um ponto que você nem sabe se elas reproduzem o fato ocorrido ou se evoluiram para algo completamente diferente da realidade. A percepção nunca é 100% confiável.

Na sua infância você superdimensionou a ausência de seu pai que foi emergencial, não proposital. Você nem gostava tanto daquele namorado que sua amiga surrupiou.
Sua mãe tratava as filhas de modo diferenciado porque cada filho é de um modo, cada um exige uma demanda de carinho e atenção diferente, e você entenderá isso quando tiver filhos.

E aquele cara perturba seu sono até hoje, porque você segue idealizando o sujeito, recusa-se a acreditar que o amor vem e passa. Tudo parecia tão perfeito, ele era o tal príncipe encantado. Ajuste o foco: o coitado foi apenas o ser humano que cruzou sua vida quando você estava num momento de carência extrema. Libere-o desta fatura.


São exemplos simplistas e inventados, mas Adam Philips parece que tem razão: as lembranças do passado precisam de eixo, correção de rota, dimensão exata, avaliação fria; pena que nada disso seja fácil. Costumamos lembrar com fúria, saudade, vergonha; lembramos com gosto pelo épico e pelo exagero. Sorte de quem lembra direito.

Somos responsáveis por nossa felicidade, porém muitas vezes não aceitamos este fato e colocamos sempre a culpa no outro, afinal é mais fácil. Não adianta culparmos ninguém quando a solução dos nossos problemas está em nós mesmos. Muitas vezes a solução está no passado, que alguns preferem esconder; outros ignorar e muitos remoê-los.


Por mais que o passado tenha deixado marcas, feridas eternas que ninguém nem mesmo o tempo possa curá-las, temos que aprender a conviver com elas e, principalmente, a superá-las. A dor foi grande? A cicatriz ainda é muito visível? Mas ainda estamos vivos; o tempo não pára e temos que acompanhá-lo, seguir em frente, com muito mais força e experiência para não nos machucarmos novamente. O segredo está em aprender com o passado e não se condenar a viver nele!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Lições para a humanidade

Depois do terremoto e do tsunami que matou 13.000 pessoas, destruiu cidades e propriedades, causando ainda um desastre nuclear no Japão:



Os japoneses não apareceram na tv se lamentando, gritando e reclamando que “haviam perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava. Se organizaram em filas disciplinadas para receber água e comida; nenhum ato selvagem, nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo. Os restaurantes reduziram seus preços pela metade; caixas eletrônicos não precisaram de vigilância para não serem saqueados. Os fortes cuidavam dos fracos. Uma lição de educação, disciplina e civilidade.



As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa. E quando faltava energia elétrica nas lojas, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente para aguardar a energia retornar, sem roubar e sem exigir que fossem atendidas. Uma lição do gesto de solidariedade.


Compreendendo o momento difícil que se abateu sobre todos, não houve saque a lojas e nenhuma manifestação selvagem. Não houve arrastão contra as pessoas nas ruas e no comércio; nem tampouco depredação do patrimônio público ou particular. Uma lição de compreensão e responsabilidade.



Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi recomendado. Apesar dos perigos na usina nuclear, cinquenta trabalhadores permaneceram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima e assim evitar um dano maior. Um sacrifício pelo bem de todos, uma lição de cidadania.




O terremoto aconteceu em 11 de março. Numa incrível agilidade governamental, em apenas 6 dias, de 17 a 23 de março, os japoneses conseguiram recuperar as estradas. A imprensa local teve discrição nos boletins de notícias; nenhuma reportagem sensacionalista mostrando corpos mutilados; apenas as informações dos fatos. Uma lição de respeito ao seu povo e ao ser humano.


A passagem do tempo deve ser uma conquista e não uma perda.
Viver é a única coisa que não dá para deixar para depois.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Desabafar faz bem à saúde



O relacionamento que vai mal? O chefe faz a maior pressão no trabalho? Foi despedida do emprego sem nenhum motivo? Há meses você tenta resolver um problema? Há dificuldades com parentes ou em casa? O que lhe maltrata? Pois saiba que remoer a mágoa e reprimir a dor emocional por medo de expor seus sentimentos ou não conseguir expressar a angústia que sente, faz mal à sua saúde e ao seu coração. Desabafar a mágoa e ter sinceridade consigo é sempre a melhor saída para viver bem, porém de uma forma saudável, sem raiva e com muita compreensão.

Não finja que está tudo bem, fale para ser ouvida. Nosso organismo não foi feito para guardar mágoas e ressentimentos.
Tanto o corpo quanto a mente vão pesando e à medida que os sentimentos vão se acumulando, chegará uma hora que eles transbordarão para aliviar o sofrimento, e da pior forma possível. É um processo natural. O problema é que na hora da explosão, a pessoa está se sentindo tão sufocada que o descontrole acaba magoando as pessoas que estão ao seu redor. E muitas vezes as explosões acabam recaindo sobre pessoas inocentes, que não tem nenhuma responsabilidade sobre as mágoas.

É preciso tempo e paciência para aprender a lidar com os sentimentos sem ferir as pessoas e nem a si. Os sentimentos não são bons ou ruins, eles simplesmente existem. Sentimentos que nos fazem sofrer são fruto de expectativas frustradas, e a vida é cheia de "nãos". Precisamos saber conviver com eles. Ás vezes colocamos nos outros a responsabilidade de resolver os nossos problemas, sem perceber que somos os únicos responsáveis pelo que sentimos, por nossas mágoas e ressentimentos.

Não são os outros que nos magoam; somos nós que nos magoamos com as atitudes dos outros. Mágoas são decisões
nossas, porque só nós podemos decidir se iremos nos magoar ou não. E quando não extravasamos os nossos sentimentos e damos uma dimensão maior aos acontecimentos do que de fato deveriam ter, sufocamos nossos limites emocionais e daí aparecem os sintomas físicos.

Todos nós criamos expectativas sobre a vida e toleramos até certo limite algumas
frustrações. Este limite é muito pessoal. Quando as frustrações se tornam maiores do que podemos suportar, elas nos fazem sofrer e significa que estamos em desequilibrio. É necessário que façamos algo a respeito. A maioria das pessoas acha que resolver os ressentimentos resolve tudo o que estiver pendente. De fato, em certa medida, isso deve ser feito. Porém, antes de tudo, é preciso entender porque certos fatos nos causam tanto ressentimento. Ressentir quer dizer sentir novamente e continuamente um sentimento que causa sofrimento. Por que um sentimento ganhou dimensão em sua vida? Descobrir isso já é em grande parte o caminho para a cura.

Quando não conseguimos extravassar os sentimentos que nos fazem sofrer, a tristeza e a angústia se tornam evidentes.
As pessoas tem temperamentos diferentes: uns sabem lidar com as dificuldades sem traumas, outros guardam e ficam remoendo suas dores. As reações são diferentes às adversidades, pessoas tímidas e inseguras tem reações diferentes. Alguém pode lhe tratar mal ou frustar uma expectativa que você tinha, mas quem dá intensidade a isso em sua vida é você.

A dor emocional pode se tornar uma dor física, quando a intensidade que damos aos fatos interferem na atividade
cerebral dificultando os estímulos nervosos responsáveis por algumas funções de nosso organismo. O cérebro deixa de comandar alguma função e o corpo reage sinalizando onde está o problema. Adaptar-se às novas situações é um processo natural, porém, quando algo nos machuca a ponto de extrapolar nossos limites, a dor emocional bloqueia alguma função física que já é propensa a ter problemas ou intensifica os sintomas de alguma doença já existente.

Quando a pessoa tem uma doença de origem emocional, dificilmente consegue desempenhar com total desenvoltura
suas atividades sociais e começam a aparecer os sinais físicos. É um conjunto de fatores que se somam e vão se acumulando. Quando o corpo reage com sintomas de alguma doença é porque a pessoa extrapolou seu limite emocional e o organismo responde tentando eliminar a dor.

Dores emocionais reprimidas causam úlceras, hipertensão, alergias, asma, stress e a longo prazo pode progredir para
um câncer. A irritabilidade, ansiedade e nervosismo geram agressividade e isso pode se refletir nos contatos sociais, causando fraco desempenho profissional, tendência ao isolamento, apatia e conflitos com parentes. Muitos problemas físicos tem sua origem no emocional. Resolver as mágoas é resolver a origem dos problemas, e daí pode até surgir a cura.

Uma das atitudes que se pode ter para evitar frustrações é nunca criar expectativas fantasiosas em relação aos outros
ou às situações. Substitua a expectativas pela avaliação das reais possibilidades e esteja sempre ciente de tudo tem 50% de chance de prosperar ou não. Quando você aceita que esse percentual, você está em equilíbrio com as reais possibilidades de sucesso. Também não culpe ninguém pelos fracassos. Nem sempre ganhamos e nem sempre perdemos.

Se algo lhe incomoda, não tenha receio de expor seu sentimentos, assim você não intensifica a dor remoendo mágoas.
Tente detectar o que lhe faz mal e afaste isso de sua vida, de um modo diplomático e maduro. Busque em você todos os recursos para superar essa dor e apoie-se em amigos e parentes sinceros ou terapeutas. Ninguém pode lhe dizer o que fazer, mas pode ajudar você a encontrar a melhor solução.

Fortaleça sua autoestima, não permita ser maltratada pelos outros e afaste-se de quem a maltrata. É você quem escolhe
as relações que quer estabelecer com as pessoas, por isso, não culpe outros pelo seu sofrimento. Saiba perdoar, pois perdoar não é esquecer quem te fez algum mal; perdoar é se libertar do sentimento que serve como um elo de ligação ao seu algoz. Só conseguimos nos curar quando nos dirigimos para o futuro, livres de qualquer sofrimento para viver em plenitude.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Inveja e ciúme



Todas as pipas foram feitas para voar, mas algumas às vezes ficam presas em galhos de árvores e fios elétricos, interrompendo sua experiência. Mas também para voar, as pipas precisam de alguém que as segure, que lhes dê linha quando há um vento propício e saiba guiá-las para não cair. Poderíamos pensar que, cortando a linha, a pipa poderia voar mais alto, mas não é bem assim. Quando a linha é cortada, estando no alto, a pipa começa a cair.

Certa vez um menino confeccionou uma pipa e se sentia tão feliz que desenhou um sorriso nela. Todos os dias, alegremente ele empinava a pipa. A pipa também se sentia feliz e, lá do alto, observava a paisagem e se divertia com as outras pipas que também voavam. E foi lá do alto que a pipa viu uma lagarta que não tinha nada de especial mas tinha um olhar encantador. Assim, a pipa resolveu romper a linha e dá-la à lagarta para segurar.

A lagarta segurando a linha via a pipa voar e quando retornava, a pipa contava tudo o que tinha visto.
Acontece que a lagarta começou a ficar com inveja e ciúme da pipa. Invejar é ficar infeliz com as coisas que os outros têm e nós não temos; ter ciúme é sofrer por perceber a felicidade do outro quando a gente não está perto.

Por causa desses sentimentos, a lagarta começou a pensar: se a pipa gostasse mesmo de mim, não ficaria tão longe assim...
Foi por isso que quando a pipa retornava de seu vôo, a lagarta não se mostrava feliz, já não não tinha interesse no que a pipa tinha aprendido, só queria saber com quem a pipa estivera se divertindo.

A partir daí, a lagarta começou a encurtar a linha, não permitindo à pipa voar alto. Foi encurtando a linha, até que a pipa só podia mesmo sobrevoar sobre a lagarta.
Esta história ainda está acontecendo em algum lugar neste exato momento. Há três finais possíveis:
  • A pipa cansada pela atitude da lagarta, resolveu romper a linha e procurar uma mão menos egoísta.
  • A pipa mesmo triste com a atitude da lagarta, decidiu ficar e nunca mais sorriu.
  • A lagarta, na verdade, descobriu que não precisava mais ter inveja ou ciúme, quando em um belo dia de sol, ela se transformou numa linda borboleta e as duas voaram juntas...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Siga o seu coração



Isso não é conselho, isso se chama colaboração! Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. É preciso coragem para ser feliz; seja valente, siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão. Satisfaça seus desejos, esse é seu direito e obrigação. Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma menina grande ou uma grande menina; isso depende só de você.

Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, Barcelona e Austrália. Cuide bem dos seus dentes. Experimente, mude, corte os cabelos. E lembre-se: é o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão. Para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão.


Ame. Ame pra valer, mesmo que ele não seja o seu ideal dos outros. Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito... Tenha uma vida rica de amor. Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela. Não sinta vergonha de preferir fazer amor. E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.


Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança ou status. A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco. Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você.


Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. Leia, pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim. Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam e sempre farão.
Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa importante que eu aprendi, é que um único pontinho preto num oceano branco, deixa tudo cinza...

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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