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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Desabafar faz bem à saúde



O relacionamento que vai mal? O chefe faz a maior pressão no trabalho? Foi despedida do emprego sem nenhum motivo? Há meses você tenta resolver um problema? Há dificuldades com parentes ou em casa? O que lhe maltrata? Pois saiba que remoer a mágoa e reprimir a dor emocional por medo de expor seus sentimentos ou não conseguir expressar a angústia que sente, faz mal à sua saúde e ao seu coração. Desabafar a mágoa e ter sinceridade consigo é sempre a melhor saída para viver bem, porém de uma forma saudável, sem raiva e com muita compreensão.

Não finja que está tudo bem, fale para ser ouvida. Nosso organismo não foi feito para guardar mágoas e ressentimentos.
Tanto o corpo quanto a mente vão pesando e à medida que os sentimentos vão se acumulando, chegará uma hora que eles transbordarão para aliviar o sofrimento, e da pior forma possível. É um processo natural. O problema é que na hora da explosão, a pessoa está se sentindo tão sufocada que o descontrole acaba magoando as pessoas que estão ao seu redor. E muitas vezes as explosões acabam recaindo sobre pessoas inocentes, que não tem nenhuma responsabilidade sobre as mágoas.

É preciso tempo e paciência para aprender a lidar com os sentimentos sem ferir as pessoas e nem a si. Os sentimentos não são bons ou ruins, eles simplesmente existem. Sentimentos que nos fazem sofrer são fruto de expectativas frustradas, e a vida é cheia de "nãos". Precisamos saber conviver com eles. Ás vezes colocamos nos outros a responsabilidade de resolver os nossos problemas, sem perceber que somos os únicos responsáveis pelo que sentimos, por nossas mágoas e ressentimentos.

Não são os outros que nos magoam; somos nós que nos magoamos com as atitudes dos outros. Mágoas são decisões
nossas, porque só nós podemos decidir se iremos nos magoar ou não. E quando não extravasamos os nossos sentimentos e damos uma dimensão maior aos acontecimentos do que de fato deveriam ter, sufocamos nossos limites emocionais e daí aparecem os sintomas físicos.

Todos nós criamos expectativas sobre a vida e toleramos até certo limite algumas
frustrações. Este limite é muito pessoal. Quando as frustrações se tornam maiores do que podemos suportar, elas nos fazem sofrer e significa que estamos em desequilibrio. É necessário que façamos algo a respeito. A maioria das pessoas acha que resolver os ressentimentos resolve tudo o que estiver pendente. De fato, em certa medida, isso deve ser feito. Porém, antes de tudo, é preciso entender porque certos fatos nos causam tanto ressentimento. Ressentir quer dizer sentir novamente e continuamente um sentimento que causa sofrimento. Por que um sentimento ganhou dimensão em sua vida? Descobrir isso já é em grande parte o caminho para a cura.

Quando não conseguimos extravassar os sentimentos que nos fazem sofrer, a tristeza e a angústia se tornam evidentes.
As pessoas tem temperamentos diferentes: uns sabem lidar com as dificuldades sem traumas, outros guardam e ficam remoendo suas dores. As reações são diferentes às adversidades, pessoas tímidas e inseguras tem reações diferentes. Alguém pode lhe tratar mal ou frustar uma expectativa que você tinha, mas quem dá intensidade a isso em sua vida é você.

A dor emocional pode se tornar uma dor física, quando a intensidade que damos aos fatos interferem na atividade
cerebral dificultando os estímulos nervosos responsáveis por algumas funções de nosso organismo. O cérebro deixa de comandar alguma função e o corpo reage sinalizando onde está o problema. Adaptar-se às novas situações é um processo natural, porém, quando algo nos machuca a ponto de extrapolar nossos limites, a dor emocional bloqueia alguma função física que já é propensa a ter problemas ou intensifica os sintomas de alguma doença já existente.

Quando a pessoa tem uma doença de origem emocional, dificilmente consegue desempenhar com total desenvoltura
suas atividades sociais e começam a aparecer os sinais físicos. É um conjunto de fatores que se somam e vão se acumulando. Quando o corpo reage com sintomas de alguma doença é porque a pessoa extrapolou seu limite emocional e o organismo responde tentando eliminar a dor.

Dores emocionais reprimidas causam úlceras, hipertensão, alergias, asma, stress e a longo prazo pode progredir para
um câncer. A irritabilidade, ansiedade e nervosismo geram agressividade e isso pode se refletir nos contatos sociais, causando fraco desempenho profissional, tendência ao isolamento, apatia e conflitos com parentes. Muitos problemas físicos tem sua origem no emocional. Resolver as mágoas é resolver a origem dos problemas, e daí pode até surgir a cura.

Uma das atitudes que se pode ter para evitar frustrações é nunca criar expectativas fantasiosas em relação aos outros
ou às situações. Substitua a expectativas pela avaliação das reais possibilidades e esteja sempre ciente de tudo tem 50% de chance de prosperar ou não. Quando você aceita que esse percentual, você está em equilíbrio com as reais possibilidades de sucesso. Também não culpe ninguém pelos fracassos. Nem sempre ganhamos e nem sempre perdemos.

Se algo lhe incomoda, não tenha receio de expor seu sentimentos, assim você não intensifica a dor remoendo mágoas.
Tente detectar o que lhe faz mal e afaste isso de sua vida, de um modo diplomático e maduro. Busque em você todos os recursos para superar essa dor e apoie-se em amigos e parentes sinceros ou terapeutas. Ninguém pode lhe dizer o que fazer, mas pode ajudar você a encontrar a melhor solução.

Fortaleça sua autoestima, não permita ser maltratada pelos outros e afaste-se de quem a maltrata. É você quem escolhe
as relações que quer estabelecer com as pessoas, por isso, não culpe outros pelo seu sofrimento. Saiba perdoar, pois perdoar não é esquecer quem te fez algum mal; perdoar é se libertar do sentimento que serve como um elo de ligação ao seu algoz. Só conseguimos nos curar quando nos dirigimos para o futuro, livres de qualquer sofrimento para viver em plenitude.

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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