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sábado, 28 de julho de 2012

Escolha de Sofia


Todos os dias somos submetidos a escolhas e decisões. Acordar cedo ou dormir até mais tarde? Tomar um café apressado ou fazer uma deliciosa refeição matinal? Vestir vermelho ou azul? Sair de carro ou caminhar um pouco mais? Porém há escolhas mais profundas que nos levam a um verdadeiro tormento. Mas como escolher e decidir? Decida e escolha o que te faz feliz ou o que menor dano possa causar, mas nunca decida sob pressão ou sem refletir, evitando estar diante da "Escolha de Sofia".  

A "Escolha de Sofia" é o título de um filme produzido em 1982 e baseado no romance homônimo escrito por William Styron em 1979. O tema retrata um dilema, a angústia de julgar, escolher ou tomar uma decisão, sendo usado como expressão quando estamos indecisos diante de duas opções ou quando qualquer caminho que tomemos são igualmente ruins e nefastos.

A dramática história tem início quando o jovem Stingo, um aspirante a escritor, vai morar no Brooklyn onde tem Sofia como sua vizinha. Ele estabelece amizade com ela e seu impetuoso amante e,  compartilhando das aventuras e desventuras de Sofia, ele começa a conhecer um pouco de sua história de vida. 

Certo dia Stingo presencia uma discussão entre Sofia e seu amante, que desperta sua curiosidade em conhecer mais profundamente a história de Sofia que parece ocultar algo que a atormenta. Isso era visível em sua constante embriaguês e no amor caótico que ela vivia. Em uma conversa, Sofia relembra sua história.

Ela vivia na Polônia quando os nazistas tentavam descobrir os judeus, seus protetores e todos aqueles considerados inimigos do nazismo. Injustamente ela foi enviada a Auschwitz junto com sua filha e seu filho. Ali ela foi separada dos filhos, tendo feito a mais cruel decisão de sua vida. 

Sofia testemunhou os horrores do holocausto e, por conhecer o idioma alemão foi designada para trabalhar na casa de um chefe da Gestapo que se considerava como um deus. Era exatamente aquele que decidia quem devia viver e quem devia morrer. A proximidade com o comandante lhe permitiu expor sua condição e suplicar liberdade para si e seu filho.

Apesar de ter sobrevivido ao holocausto, Sofia carregava consigo o tormento de uma decisão. Quando havia chegado ao campo de concentração, ao ser interrogada por um comandante ela foi submetida a uma escolha: devia entregar um dos filhos para morrer ou ambos seriam mortos. Torturada pela decisão a ser tomada e em desespero pela pressão sofrida, Sofia entregou sua filha para morte. Esta foi a "Escolha de Sofia"...  


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dia dos avós


Netos são presentes, filhos que se ganha gratuitamente sem as dores da maternidade. Filhos dos filhos, filhos são. A vida passou depressa, faltam forças para correr junto, mas quem tem netos não se incomoda com a velhice; a velhice tem suas compensações e um abraço dos netos não tem coisa melhor.

Netos trazem a nostalgia dos filhos ainda pequenos, mas é a recompensa de acolher novamente com amor uma nova vida nos braços. Amor renovado, profundo e feliz que vem ocupar um espaço deixado pelos filhos que cresceram. Ser avô ou avó vai muito além dos mimos dados aos netos; avós são o suporte dos filhos e netos, por isso se diz que são pais duas vezes.

Avós são os educadores que adquiriram sabedoria na arte de educar através do amor e da experiência. Celebrar o Dia dos Avós significa reconhecer que o convívio não se aprende nos livros, mas aprende-se no amor incondicional; amor que não julga, não condena mas corrige. 

Algumas vezes, ser avô ou avó é ser incompreendido em dose dupla, ser solitário duas vezes. É ter ternura sem ter a quem dar ou querer dar o presente que não pode. É compreender que a velhice muitas vezes não é considerada boa companhia. É lembrar sem querer ou não ter memória para recordar...

Para o Dia dos avós foi escolhido o dia 26 de julho que é data da celebração de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus. Conta a história que Ana e seu marido Joaquim viviam em Nazaré. Eles não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança.

Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida. Com essa graça nasceu a menina abençoada e batizada com o nome de Maria, depois escolhida para ser a mãe de Jesus - o filho de Deus. Devido à sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas, dos que desejam ter filhos e padroeiros do avós.

sábado, 14 de julho de 2012

Quem pouco ajuda, fortalece os outros


Um mestre andava com seu discípulo sobre um campo de cultivo de arroz.

No primeiro ano, o discípulo não deixou faltar água para a cultura.
O arroz cresceu forte e a colheita foi boa.

No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante.
O arroz cresceu rápido e a colheita foi maior.

No terceiro ano, o discípulo aumentou bastante o fertilizante.
A colheita foi de arroz pequeno e sem brilho.

O mestre disse-lhe: 
" Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada na próxima colheita."

Conclusão:
Muito fortalece os outros, quem dá pouco e permite que as pessoas se esforcem para obter o que lhes falta. Quando se ajuda demais, as pessoas enfraquecem...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sindrome do Coelho de Alice


Na estória de Alice no País das Maravilhas, diz o Coelho para Alice: Estou atrasado, muito atrasado...

Não importa quanto tempo tenhamos à disposição, conseguimos sempre transformá-lo num tempo insuficiente. Algumas pessoas abençoadas conseguem ter uma relação saudável com o relógio. Tem gente que consegue sair de casa para o trabalho, para uma consulta médica ou para a missa sempre com muita antecedência, para ter tempo de reserva caso aconteça algum imprevisto. Outros, demonstram uma relação de quase desconhecimento do tempo: o relógio é, em muitas circunstâncias, uma mera referência não necessariamente a ser seguida.

Essa questão renderia, sem dúvida, longos debates psicológicos e sociais. Genética ou cultura, o fato simples e claro é que a administração do tempo não merece atenção de algumas pessoas, fazendo com que estejam sempre apressadas. Elas sofrem da "Sindrome do Coelho de Alice"; estão sempre atrasadas...

Administrar o tempo é uma ferramenta gerencial, que pode ser usada nas empresas e também na vida pessoal permitindo a organização e planejamento com menor dispêndio de energia física e mental. Quando administramos bem o nosso tempo, podemos identificar como estamos utilizando as 24 horas do dia. Detectamos onde estamos perdendo tempo, onde dedicamos a tarefas desnecessárias e improdutivas. Esse processo além de possibilitar auto-descoberta, pode nos tornar produtivos e com um bom tempo livre para fazer coisas que nos satisfaçam.

Muitas pessoas dizem que nunca há tempo suficiente para fazer tudo o que é necessário e que gostariam de fazer, no entanto, elas têm mais tempo do que imaginam ter. Na verdade, elas estão sendo dominadas pelo tempo, quando o correto seria o contrário. Tempo perdido é tempo irrecuperável e, mesmo que se tenha agilidade, muitas vezes a vontade de recuperar o tempo compromete a qualidade do que se faz.

Um dos estranguladores do tempo é a desorganização, pois perde-se muito tempo quando procura-se papéis, documentos, chaves e outras coisas no meio de uma bagunça. Outro é a falta de previsão, pois perde-se tempo quando não se determina um tempo limitado para atender um cliente, uma visita, responder a um telefonema etc. Visitas não planejadas devem ser rapidamente dispensadas. Nesse caso, o essencial é a objetividade, sem deixar-se perder em um mar de possibilidades.

Importante é tratar do que seja realmente necessário. Perde-se muito tempo com pequenas coisas, quando outras mais importantes e urgentes ficam relegadas em segundo plano. É aí que entra o planejamento diário e diretrizes a seguir. A estimativa irreal de tempo para uma tarefa, não antecipar-se aos prováveis acontecimentos ou não reservar tempo para o inesperado também compromete o tempo.

É necessário separar pelo menos 1 hora do dia para dedicar-nos à organização mental, repensar sobre nossos interesses, desenvolver-nos intelectualmente e definir prioridades; isso sem nenhuma interrupção ou interferência externa. Às vezes é necessário desligar o celular, não atender telefonemas e não dispensar o tempo com coisas insignificantes. Nosso trabalho se desenvolve mais fácil, melhora nossa qualidade vida porque sobra mais tempo para outros interesses.

A centralização é um dos fatores cruéis, pois muitas tarefas podem ser delegadas, sem prejuízo da sua execução e qualidade. Outra coisa que compromete o nosso tempo é a dificuldade em negar favores. Às vezes ocupamos nosso tempo para os outros deixando nossas prioridades em segundo plano. As interrupções desnecessárias nos fazem perder tempo, porque às vezes as ideias fogem e é preciso tempo para recuperá-las. 

É o perfil de nosso comportamento diante do tempo que nos dirá o que e como devemos mudar. Muitas vezes começamos uma tarefa e retomanos outra sem concluir a primeira, depois outra... Assumimos um excesso de coisas a fazer e no final acabamos por não concluir nenhuma. No final do dia estamos exaustos, trabalhamos o dia inteiro e não vemos resultados. Outras vezes nos propomos a fazer tantas coisas e nos ocupamos com coisas de menor importância deixando de fazer algo importante. Daí estamos sempre reclamando que não temos tempo para nada...

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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