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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Exercite a tolerância





Você já parou para pensar por que os seres humanos andam com a tolerância no limite zero? As pessoas estão muito agressivas e não é difícil ver uns dando “patadas” nos outros, apenas por divergências de opinião. Mas, afinal, o que há de errado com o mundo? Qual será o motivo de tanta impaciência?

De acordo com o que diz a filosofia, tolerância é uma das tantas virtudes necessárias para elevar o ser humano à condição de civilidade. Ela faz parte do processo de desenvolvimento ético de indivíduos e grupos, cuja meta é levá-los a manter a disposição firme e constante para praticar o bem. Segundo o dicionário Aurélio, implica na capacidade que se tem de respeitar o direito que cada um tem de agir, pensar e sentir de maneira diferente.

Geralmente, ela é manifestada negativamente por aqueles que possuem opiniões pré-concebidas a respeito de tudo e todos, e tecem julgamentos de acordo com suas próprias crenças. Aí, tudo o que saia um pouco do que consideram normal é tratado com desprezo, crítica ou arrogância.

Com as expectativas e o nível de cobrança elevados, quaisquer hábitos, gestos ou formas de falar, passam a tirar a pessoa do sério e causar irritações. Em casos extremos, isso pode se tornar até mesmo um problema crônico, causar sérias restrições e conflitos nos relacionamentos, na vida social e profissional e fazer a pessoa apresentar problemas digestivos, rigidez e dores musculares.

Caso esteja vivenciando alguns destes sintomas, em qualquer nível que seja, que tal parar, observar com mais atenção suas emoções e trabalhar as questões ligadas à aceitação, à compaixão e à empatia? Essa capacidade de se colocar no lugar do outro já será um grande passo para aprender a lidar, não só com as suas próprias inquietações, fraquezas e dificuldades, mas também com as dos outros.

É bom lembrar que só somos capazes de identificar no outro aquilo que temos dentro de nós. Portanto, quando alguém nos desperta algum tipo de desconforto, é porque alguma coisa naquela pessoa entra em ressonância com algo interno nosso que precisa ser reconhecido e curado. Abrir o coração para reconhecer o lado positivo de cada pessoa ou situação, é possibilitar-nos uma grande oportunidade de autoconhecimento. Por mais difícil que isso possa parecer, sempre existe um lado bom em tudo na vida.

Reconhecer que ninguém é melhor ou pior que ninguém e que, na verdade, apenas caminhamos em tempos, ritmos, habilidades e escolhas diferentes, é o que, justamente, torna os relacionamentos humanos tão enriquecedores, construtivos e especiais. Quanto mais tomamos consciência das nossas próprias emoções e dificuldades, novas possibilidades de transformação surgem, melhorando não só a nossa qualidade de vida, mas, também, o nosso relacionamento com todos os que estão à nossa volta.


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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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