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terça-feira, 22 de março de 2011

Milho de pipoca




Existe uma fábula muito conhecida que enfoca em seu conteúdo questões relacionadas à descoberta de seu potencial. Alguns de vocês devem conhecer a história: “milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre”. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos e que nos causa dor. Também pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo, mas sem fogo o sofrimento diminui, e com isso, a possibilidade da grande transformação também.

Imagino que o pobre grão de milho, fechado dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechado em si mesmo, ele não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ele. O grão não imagina aquilo de que ele é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: ele se torna diferente, se torna uma pipoca, crocante e deliciosa, algo que o milho de pipoca jamais teria sonhado.

Mas tem aqueles que não se tornam pipocas, eles se recusam a se tornar pipoca, eles continuam duros e viram piruás. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva, e não darão alegria para ninguém. 

Da mesma forma somos nós. Muitas vezes não temos a coragem de enfrentar os riscos, os obstáculos e o fogo, com medo de nos queimar, deixando nos consumir pelo medo dos fracassos. Observe ao seu redor, deve existir algum piruá que teve medo de enfrentar o desconhecido. É muito importante que enfrentemos todas as nossas dificuldades e alguns obstáculos que parecem impossíveis de serem quebrados, pois só dessa forma podemos saber realmente se somos bons ou não.

O que seria de nossos acertos se não fossem os nossos erros. Quem não consegue enfrentar os seus próprios conflitos não é digno de crescer, portanto, o melhor caminho para começar uma grande caminhada é vencendo você mesmo. Tenha certeza, se vencer a si mesmo, os outros adversários e concorrentes serão apenas mais um para ser vencido. Deus é o fogo que amacia o coração, e extrair o melhor de nós é passar pelo fogo com coragem.


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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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