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terça-feira, 18 de março de 2014

Imaturidade

É próprio do ser humano nascer, crescer e envelhecer. E à medida que cresce a pessoa vai formando sua personalidade, que é a soma dos padrões de seus potenciais e conduta determinados por sua herança genética, pelo ambiente onde vive e pelas experiências de vida. Essa é a marca que distingue as pessoas, que é moldada pelo comportamento diante das situações da vida.

Nesse movimento dinâmico a pessoa adquire maturidade, enquanto aprende e descobre mais a respeito de si mesma. Faz parte da maturidade ter responsabilidade, que vem do latim "respondere" e significa responder e comprometer com a realidade. Estar na realidade é ter consciência das próprias circunstâncias imediatas – o aqui e o agora - que irá moldar o futuro.

Sabemos que não podemos viver no improviso, que é preciso no mínimo uma certa organização e um esquema para o futuro, que inclui temas como amor, trabalho e cultura. Daí surgem os nossos projetos de vida: estudar, adquirir conhecimento, amar, casar, ter filhos, trabalhar para se sustentar e adquirir patrimônio, não necessariamente nessa ordem.

O conhecimento dessas realidades é como uma carta de navegação que ajuda a guiar-nos para uma vida adequada, em harmonia com os outros e com nós mesmos. Porém há pessoas que tem dificuldade em amadurecer. São pessoas que demonstram uma defasagem entre a sua idade cronológica e sua idade mental, que desconhecem a si mesmas, não reconhecem suas limitações e agem com pouca ou nenhuma responsabilidade. E quem nunca se deparou com alguém assim???

O que se nota é que a pessoa imatura não assume nenhum projeto de vida com seriedade e não se compromete. É a pessoa que vive em desarmonia consigo mesma.

Devido à sua imaturidade, seus sentimentos são como um pêndulo que vai de um ponto a outro rapidamente. Com essa variação de sentimentos e oscilações de ânimo e humor, ninguém nunca sabe o que pode esperar dela.

Uma de suas características é a incapacidade de estabelecer relações afetivas satisfatórias. Ela apaixona e desapaixona com muita facilidade, porque não tem paciência para construir um relacionamento a cada dia. E isso acarreta outras consequências. Devido à sua tendência a refugiar-se num mundo fantástico para escapar da realidade, ela tem baixa tolerância às frustrações, não renuncia a nada e é incapaz de superar as adversidades.

Também tem pouca educação da vontade e não está disposta à luta constante. Pode até iniciar um projeto, mas desfaz sua intenção diante das primeiras dificuldades e abandona tudo para dar início a uma nova empreitada. Nisso está incluído seu emprego, relacionamentos e outros projetos. E se não abandona, costuma estabelecer relacionamentos duplos e tem pouco comprometimento com seus deveres e obrigações. 
  
Ela é a imagem da criança mimada, paparicada e malcriada, que só se entrega ao prazer de um momento. Nunca superará as suas próprias possibilidades, porque não está direcionada para as exigências sérias da vida e só deseja seguir seus impulsos imediatos. Por isso é volúvel, inconstante, frívola, superficial nos assuntos e leviana com tudo e com todos. Falta-lhe sobretudo inteligência. 

Uma pessoa inteligente sabe focar num assunto, raciocinar e fazer juízos adequados sobre a realidade. Dessa forma torna-se capaz de formular um conjunto de soluções exequíveis e positivas para problemas concretos.

Na linguagem mais moderna da psicologia cognitiva:
inteligência é saber receber a informação, codifica-la e ordená-la corretamente
a fim de oferecer respostas válidas, coerentes e eficazes.

Para a pessoa imatura, falta visão e planejamento do futuro. Por valorizar apenas o presente, não consegue medir as consequências de seus atos, tem sérias dificuldades em racionalizar os fatos e não é justa em suas análises. Além de sua incapacidade de propor-se a objetivos concretos, ela não tem moral suficiente. Seus critérios morais e éticos são instáveis e não se preocupa em viver com dignidade. Não sabe usar corretamente a liberdade e o relativismo pauta sua vida.

Com sua extrema permissividade, falta-lhe espírito crítico. É o tipo de pessoa que segue o vaivém da moda, das novidades e das suas próprias verdades, que cria apenas para atender aos seus desejos e justificar sua leviandade. Ter qualquer relacionamento com pessoas imaturas, seja profissional, social ou afetivo, é no mínimo perigoso. Se compararmos a vida como uma viagem, podemos dizer que essas pessoas imaturas embarcaram apenas para viver como se a vida fosse um passeio: não sabem de onde estão vindo e nem onde querem chegar, podendo levar junto quem com elas tiver o azar de estar...

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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